SP: PMs agridem ambulantes após confusão na rua 25 de março; veja vídeo
Policiais utilizam o golpe conhecido como mata-leão para imobilizar um homem; prática é proibida nas abordagens, segundo manual da SSP
Um vídeo registrado na quarta-feira (22) e que circula nas redes sociais mostra uma confusão envolvendo policiais militares e vendedores ambulantes na região da rua 25 de Março, no Centro de São Paulo.
Nas imagens, é possível ver um dos policiais aplicando uma chave cervical, popularmente conhecida como mata-leão, em um dos ambulantes. Outro deles é golpeado algumas vezes e algemado após cair no chão.
O golpe, que pode provocar asfixia e até levar à morte, é proibido nas abordagens policiais no estado de São Paulo desde julho de 2020, quando o manual de defesa pessoal da PM passou por revisão da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo a PM, o confronto se iniciou após uma abordagem para apreensão de mercadorias irregulares vendidas por um comerciante que, junto a outras pessoas, teria reagido contra os agentes.
Em nota, a Polícia Militar afirma que “foi instaurado procedimento para apurar todas as circunstâncias”, mas não esclarece se os agentes registrados no vídeo serão afastados até a conclusão do inquérito.
Procurada pela CNN, a SSP afirmou que as imagens estão sendo analisadas.
Leia a nota da Polícia Militar na íntegra:
“A Polícia Militar informa que hoje (22) [ontem], por volta das 11h45, durante Atividade Delegada, em apoio à Prefeitura da Cidade de São Paulo, uma equipe composta por dois policiais militares, identificou um ambulante realizando comércio ilegal. Durante a abordagem para a apreensão da mercadoria irregular, este mesmo ambulante investiu contra os policiais militares, sendo que outros ambulantes que ali se encontravam também hostilizaram a ação policial.
Na tentativa de controlar o primeiro ambulante outro comerciante ilegal agrediu os policiais militares, sendo dominado. Nenhum dos ambulantes desmaiou, ambos foram identificados e liberados.
A Polícia Militar repudia toda e qualquer ataque contra seus integrantes, atuando de forma técnica e profissional para proteger o cidadão e preservar a ordem pública. Foi instaurado procedimento para apurar todas as circunstâncias.”
* Sob supervisão de Vinícius Bernardes