Rio quer se prevenir para que não vacinados não entrem na cidade, diz secretário
Com um caso suspeito da nova variante na cidade e outros cinco investigados no país, Prefeitura do Rio de Janeiro ampliou cobrança de passaporte vacinal
O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse, nesta quinta-feira (02), que a Secretaria está trabalhando para evitar que pessoas que não se vacinaram se dirijam ao Rio durante as festas e demais feriados que virão pela frente.
“A cidade do Rio já alcança uma cobertura bastante alta 95% dos adultos do Rio de Janeiro já tomaram as duas doses da vacina, mas a gente tem que prevenir que não entrem pessoas não vacinadas na cidade”, afirmou o secretário.
A preocupação de Soranz é principalmente com a nova variante, Ômicron. “A gente tem uma nova variante. A maioria dos países do mundo estão apertando a cobrança do passaporte vacinal. É necessário que a gente aumente a cobertura vacinal no país todo”, disse.
Ele espera que, com a ampliação do decreto que restringe o acesso de pessoas não vacinadas ao Rio de Janeiro, a cidade consiga evitar casos da variante na cidade. O Brasil já tem três casos confirmados em São Paulo e um sob suspeita, no Rio.
Passaporte da vacina
Um novo decreto publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (02/12) torna obrigatório a comprovação da vacinação contra a Covid-19 em bares, restaurantes, lanchonetes, shoppings e centros comerciais.
Os salões de beleza e estética, hotéis, pousadas e aluguel por temporada também precisam cobrar o passaporte dos frequentadores. No caso dos hotéis e pousadas a cobrança deverá ser feita no momento da reserva.
“Para se fazer uma reserva em um hotel, qualquer local para hospedagem, precisa apresentar o passaporte vacinal. Vai ficar muito difícil para um turista não vacinado circular na cidade do Rio de Janeiro”, afirmou.
Sobre a fiscalização e multas para quem não cumprir a determinação, o secretário disse que conta com a colaboração dos donos dos estabelecimentos para que a determinação seja cumprida.
“Se as pessoas denunciarem, ou tiverem presentes em uma visita os órgãos de fiscalização, vigilância sanitária, as pessoas podemos ser multadas e o próprio estabelecimento comercial”, disse Soranz,