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    Prefeitura de Itanhaém (SP) pagará multa à mãe de criança que fugiu de creche

    Segundo advogada da família, creche estava com falta de funcionários e portão com trinco quebrado

    Dayres VitoriaLetícia Cassianoda CNN*

    A prefeitura de Itanhaém, cidade no litoral de São Paulo, foi condenada em primeira instância e deverá pagar uma indenização de R$ 20 mil à mãe de uma criança, que fugiu de uma creche municipal quando tinha um ano. O caso aconteceu em julho de 2022.

    Na época do acidente, a bebê estava em fase de adaptação na creche municipal Felipe Lobo. Poucos dias depois de começar a frequentar o local, a criança empurrou o portão sem que ninguém percebesse e andou cerca de 100 metros na rua, até ser encontrada por uma moradora que devolveu a criança.

    À CNN, a advogada que representa a mãe da criança, Marina Moreira Ventura, disse que a unidade de educação apresentava problemas estruturais que culminaram no acidente, como a falta de funcionários e os portões com trincos quebrados.

    A sentença foi proferida em 1º de dezembro deste ano. A advogada da família estuda a possibilidade de entrar com um recurso para tentar aumentar o valor da indenização, já que considera que houve gravidade no caso e danos psicológicos à mãe da criança. Inicialmente, ela havia solicitado R$190 mil.

    “Quando a mãe foi buscar a bebê na escola naquele dia, a coordenação pediu que ela fosse até a sala da diretora. Quando eles informaram o ocorrido, a mãe desmaiou, teve crise de pânico e foi para um pronto-socorro. Depois do acontecido, a criança ficou um tempo sem frequentar nenhuma unidade escolar e só em 2023 a mãe a matriculou em uma unidade na rede privada.”

    Ainda segundo a advogada, a creche não disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para a mãe ou para o processo, que tramita em segredo de justiça.

    Procurada, a administração municipal disse que recorrerá da decisão. Na nota, a prefeitura também afirma “tomar todas as medidas de segurança a fim de garantir a integridade de seus alunos, bem como na manutenção das unidades escolares.”

    *Sob supervisão de Bruno Laforé

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