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    Policiais federais e rodoviários fazem assembleia hoje para discutir reajuste

    Categorias estão insatisfeitas com anúncio do governo de reajuste linear de 5% a todos os servidores; há indicativo de greve

    Renata Agostinida CNN , Em Brasília

    Três entidades sindicais que representam policiais federais e policiais rodoviários federais agendaram, para esta terça-feira (19), uma assembleia para discutir uma possível mobilização contra o governo para pressionar por um reajuste maior dos salários da categoria.

    Os policiais demonstram forte insatisfação com o anúncio do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que o governo irá realizar um reajuste linear de 5% a todos os servidores federais a partir de julho. Na avaliação da categoria, se o aumento for de 5% para todos e não houver reestruturação, o prejuízo será grande.

    As entidades irão consultar suas bases até a próxima sexta-feira (22), e há um indicativo de que uma greve será aprovada. De acordo com os presidentes das associações, a tendência é que todas as entidades aprovem internamente um calendário único de atos que será definido a partir da semana que vem.

    Os policiais entendem que o governo faltou com a palavra e, com o gesto do aumento linear, mostra que não há vontade política para seguir com a reestruturação das carreiras — que já havia sido negociada e cujas premissas foram aprovadas no Orçamento.

    Um aumento salarial para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal chegou a ser sinalizado ao menos duas vezes por Bolsonaro que, após as falas, recuou e não tomou nenhuma medida prática em relação ao assunto.

    Reunião tensa com o ministro da Justiça

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, um policial federal de carreira, foi escalado pelo presidente Jair Bolsonaro para tentar contornar a crise envolvendo a insatisfação da categoria.

    Torres participou de um encontro com representantes dos policiais, que escutaram que não há “martelo batido” pelo governo sobre o reajuste linear de 5% a todos os servidores.

    A reunião transcorreu em clima tenso, mas sem “deselegância”, de acordo com participantes. Anderson Torres disse que atuaria para tentar encontrar uma solução e que o aumento linear ainda não estava totalmente decidido.

    Representantes dos policiais, no entanto, viram o gesto como uma tentativa de recuo, mas não há mais segurança sobre o que vai acontecer. A avaliação é que governo conseguiu comprar briga com todos os lados.

    Na mesa, estão atos, protestos e operação-padrão. A Constituição veda que as forças de segurança façam greve

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