PMs que mataram estudante são indiciados por homicídio, diz SSP
Marco Aurelio, conhecido pelos amigos como “Bilau”, foi morto com um tiro no peito disparado por um dos policiais militares em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo
- 1 de 7
Jovem foi baleado por um policial militar dentro de um hotel em São Paulo • Reprodução/Redes sociais
- 2 de 7
Momento seguinte do disparo que vitimou o estudante. • Reprodução
- 3 de 7
Marco Aurélio Cardenas Acosta tinha 22 anos. • Reprodução/Redes sociais
-
- 4 de 7
Além de cursar medicina, Marco Aurélio se descrevia em suas redes sociais como "Mestre de Cerimônia" e "Compositor". • Reprodução/Redes sociais
- 5 de 7
Marco Aurélio Cardenas Acosta conhecido como “Bilau”. • Reprodução/Redes sociais
- 6 de 7
"Bilau" sendo escalado para uma partida de futsal da Anhembi Morumbi. • Reprodução/Redes sociais
-
- 7 de 7
Médico Julio César Acosta em foto com o filho, o estudante de medicina Marco Aurélio, baleado por um policial militar na zona Sul de São Paulo • Reprodução/Redes Sociais
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que os policiais militares Guilherme Augusto Machado e Bruno Carvalho do Prado foram indiciados por homicídio pela morte do estudante Marco Aurelio Cardenas Acosta, de 22 anos.
Marco Aurelio, conhecido pelos amigos como “Bilau”, foi morto com um tiro no peito disparado por um dos policiais militares em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Veja o que disse o pai do estudante de medicina morto por PMs em SP
Entenda o caso
Segundo o boletim de ocorrência obtido pela CNN, os policiais atenderam uma chamada no local e relataram que Marco Aurélio, conhecido como “Bilau”, estava “bastante alterado, agressivo, e resistiu à abordagem policial, entrando em vias de fato com a equipe.”
Durante o confronto, ainda segundo o documento, Marco Aurélio teria tentado pegar a arma de um dos policiais. O soldado, então, disparou contra o estudante.
A versão contada pelos PMs não condiz com as imagens das câmeras de segurança do hotel, que mostram que o estudante não tentou pegar o revólver do policial.
Marco Aurélio foi socorrido ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o B.O, todos os policiais militares portavam câmeras corporais. Os policiais foram afastados de suas funções.
O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial. A pistola usada no disparo, uma Glock calibre.40, foi apreendida, e o local passou por perícia.
Nota – SSP
As imagens das câmeras corporais que registraram o fato serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os agentes foram indiciados por homicídio e permanecerão afastados das atividades operacionais até o término da investigação.