Operação da PF mira empresa de internet que se associou a traficantes no Rio
Segundo as investigações, em troca do monopólio em comunidades, empresa instalava câmeras para traficantes monitorarem a ação da polícia


A Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (4), a operação “Sem Mega” com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e internet clandestina na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Agentes foram às ruas para cumprir 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na cidade do Rio, também em Angra dos Reis, na Costa Verde, e em Nilópolis, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, uma empresa de internet teria se associado a traficantes com o intuito de impedir que outras empresas instalassem serviços nas comunidades de Angra dos Reis.
Em contrapartida, a fornecedora de internet “pagava” por esse monopólio instalando câmeras para os integrantes do tráfico monitorarem a ação de policiais na região.
De acordo com a PF, os traficantes retiravam e danificavam equipamentos de outras empresas para possibilitar que a fornecedora de internet investigada instalasse os aparelhos.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e internet clandestina. Se somadas, as penas máximas dos crimes podem chegar a mais de 30 anos de reclusão.
O nome da operação, “Sem Mega”, consiste em um trocadilho entre o pacote básico fornecido pela empresa investigada, de 100 megas de internet, e o fato de que os moradores ficavam sem internet devido à retirada dos equipamentos de outras fornecedoras por parte dos traficantes.