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    “Monitorar riscos é responsabilidade do município”, diz secretário de Defesa Civil

    Em entrevista à CNN, coronel Alexandre Lucas disse que prefeitura de Capitólio é responsável pelo espaço geográfico físico; rocha desabou na cidade mineira, atingiu lanchas e provocou mortes

    Léo LopesRenata Agostinida CNN , em São Paulo

    Ao menos sete pessoas morreram e 32 ficaram feridas no desabamento de rocha no município de Capitólio, em Minas Gerais, neste sábado (8), de acordo com o Corpo de Bombeiros. Ainda há cerca de três desaparecidos.

    Um vídeo que circula nas redes sociais, cuja veracidade foi confirmada pelos bombeiros, mostra o momento em que um grande bloco de pedras desaba na água. Nas imagens, é possível ver três lanchas, das quais duas estavam próximas do desabamento.

    Em entrevista à CNN, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Regional, coronel Alexandre Lucas, disse que o mapeamento e monitoramento de riscos é uma responsabilidade municipal.

    Às 10h22 da manhã deste sábado (8), a Defesa Civil de Minas Gerais fez um post no Twitter alertando para o perigo de “cabeça d’água” na região e pedindo que o público evite cachoeiras no período de chuvas.

    “A Defesa Civil Nacional tem emitido alertas diários sobre essas chuvas. Essas chuvas devem provocar riscos até terça ou quarta-feira. Todas as Defesa Civis municipais devem procurar monitorar seus riscos e adotar medidas de prevenção”, afirmou o coronel Alexandre.

    O secretário Nacional de Defesa Civil pondera que o episódio visto em Capitólio é raro, dada a dimensão e magnitude do acidente, e que a análise de risco está atrelada à recorrência de um fato.

    Porém, ele pontua que a “ONU e toda doutrina de Defesa Civil recomenda que todo município faça o mapeamento de risco geológico, inundação, incêndio florestal e qualquer tipo de desastre”.

    “Por exemplo, essa chuva contínua de muitos dias, na intensidade que está caindo, desencadeia desmoronamentos – tanto de pedras quanto de encostas. Nesses locais que têm esse tipo de risco, as defesas civis municipais devem adotar uma medida para evitar uma exposição de pessoas a esses riscos”, afirmou o coronel.

    Ele recomenda que, agora, seja completamente paralisado o turismo em locais próximos a encostas ou qualquer local sujeito a escorregamentos.

    “A prefeitura deve fazer uma análise geológica dessas rochas para verificar como que está a situação após essa movimentação. Também é preciso que se estabeleçam limites de segurança para essas lanchas não chegarem perto”, completou.

    O secretário Nacional de Defesa Civil também disse que colocou as suas equipes à disposição da Defesa Civil mineira. Mas pontuou que essa ocorrência tem características típicas de operações comandadas pelo Corpo de Bombeiros local.

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