Linhas do Metrô de SP operam parcialmente até as 20h desta quinta; veja trechos
Operação em trechos das linhas Azul, Verde e Vermelha foi retomada entre algumas estações; linha 15 - Prata permanece paralisada


O Metrô de São Paulo entrou em operação parcial por volta das 17h desta quinta-feira (23), após quatro linhas ficarem totalmente paralisadas pela greve dos metroviários. Mais de 3 milhões de pessoas foram afetadas.
A companhia havia conseguido uma decisão judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) que determina a retomada de parte da operação. A retomada do funcionamento permanecerá até as 20h.
Os trechos entre as estações Ana Rosa e Luz, da Linha 1-Azul; as estações Clínicas e Alto do Ipiranga, da Linha 2-Verde; e as estações Santa Cecília e Bresser-Mooca, da Linha 3-Vermelha voltaram a funcionar com pagamento de tarifa. A linha 15-Prata permanece fechada.
As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas privatizadas, têm operação normal. As cinco linhas de trens da CPTM também continuaram com funcionamento normal.
O Metrô reabriu na tarde de hj (23) trechos das linhas, devendo operar até às 20h. A abertura segue a decisão judicial, que determina a operação com pagamento de tarifa:
Linha 1: Ana Rosa-Luz
Linha 2: Alto do Ipiranga-Clínicas
Linha 3: Sta.Cecília-Bresser-Mooca
Linha 15: fechada pic.twitter.com/yOBiXyZ2am— Metrô de São Paulo (@metrosp_oficial) March 23, 2023
Os líderes sindicais afirmaram que fariam uma nova assembleia na noite desta quinta-feira (23) e que as negociações continuariam. Eles também pontuaram que não aceitarão punição aos grevistas.
Entre as reivindicações, estão o pagamento de abono e de participação nos resultados do metrô, além da contratação de mais pessoal. A concessionária diz, por sua vez, que o pagamento não seria possível, visto que a arrecadação diminuiu depois da pandemia.
Decisão da Justiça
Na decisão, o desembargador Ricardo Apostólico Silva concede liminar para liberação das catracas e determina a manutenção de 80% dos serviços no horário de pico – das 6h00 às 9h00 e das 16h00 às 19h00 – e 60% nos demais horários, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 500 mil ao Sindicato dos Metroviários.
Durante a manhã, o Metrô anunciou que as catracas seriam liberadas, com entrada gratuita, após um acordo com o Sindicato dos Metroviários. A proposta, no entanto, colocava como condição que 100% dos funcionários retornassem ao trabalho.
O sindicato diz que o acordo não foi cumprido, enquanto o Metrô afirmou que os funcionários não voltaram totalmente aos postos de trabalho. A decisão do TRT-2 foi publicada após a troca de acusações.
*com informações de Carolina Figueiredo e Marcelo Tuvuca, da CNN