Justiça nega pedido da acusação por prisão preventiva de Sari Côrte Real
Sari foi condenada por abandono de incapaz com resultado na morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, em 2 de junho de 2020
O juiz Edmilson Cruz Júnior, da 1ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital, em Pernambuco, negou o pedido da acusação pela decretação de prisão preventiva ou retenção de passaporte de Sari Côrte Real, condenada por abandono de incapaz com resultado na morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, no dia 2 de junho de 2020.
A sentença é do dia 19 de julho e foi publicada no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira (25).
Sari foi condenada a oito anos e seis meses de reclusão, mas, conforme previsto pelo artigo 387, parágrafo único, do Código de Processo Penal, a sentenciada teria o direito de recorrer em liberdade.
Caso Miguel
O garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu após cair do nono andar de um prédio conhecido como “Torres Gêmeas”, no bairro São José, em Recife (PE), em 2020.
Segundo investigação da Polícia Civil, a queda ocorreu quando a mãe do menino, que trabalhava como empregada doméstica em um dos apartamentos, teria descido com o cachorro de sua patroa, Sari Côrte, e deixado Miguel aos seus cuidados.
Imagens da câmera do elevador mostram Sari deixando o menino após apertar o botão da cobertura. Ele aperta outros botões, entra e sai várias vezes, aparentando estar perdido. Por fim, desembarca e vai para uma área onde ficam aparelhos de ar-condicionado, de onde caiu de uma altura de cerca de 35 metros.
Miguel foi socorrido ainda com vida por um médico morador do edifício e encaminhado em ambulância para o Hospital da Restauração, mas não resistiu.