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    Incêndios causam “níveis altíssimos” de gás perigoso na atmosfera do Brasil, diz MetSul

    Segundo o instituto de meteorologia, a faixa com alto nível de monóxido de carbono começa nos estados de São Paulo e Paraná e vai até o Amazonas

    Rafael Saldanhada CNN

    Os incêndios florestais que atingem grande parte do Brasil resultam em “níveis altíssimos” de monóxido de carbono (CO) na atmosfera do país, segundo a MetSul.

    A agência de meteorologia explica que a substância é incolor, inodora, muito perigosa e até fatal em ambientes fechados com emissão local.

    Segundo a MetSul, toda fumaça possui monóxido de carbono, além de vários outros produtos químicos diferentes. A fumaça liberada pelos incêndios é uma mistura de produtos químicos produzidos pela queima incompleta de materiais que contém carbono.

    Um mapa da plataforma de monitoramento Adam Platform, divulgado nessa quinta-feira (12), mostra níveis elevados da substância química no Sul da Amazônia, em regiões do Centro-Oeste, no Sul do Brasil e em São Paulo.

    Crédito: Adam Platform

    Um outro gráfico mostra a projeção do gás na atmosfera para este domingo (15).

    No território brasileiro, uma faixa com alto nível da substância se inicia na região dos estados de São Paulo e Paraná, e sobe até o estado do Amazonas. Veja abaixo.

    Crédito: MetSul

    As queimadas em vegetação são uma fonte significativa de poluição do ar pelo gás na Amazônia, por exemplo.

    No mês passado, o estado do Amazonas registrou o pior mês de agosto para queimadas desde 1998. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram computados 10.328 focos de incêndios na região.

    Segundo a agência, o monóxido de carbono não tem efeito direto na temperatura global e está em pequenas quantidades na atmosfera, como o metano e o dióxido de carbono.

    Porém, ele afeta a capacidade da atmosfera de se livrar de muitos outros gases poluentes. Junto com outros poluentes e a luz solar, ele também participa da formação de ozônio atmosférico inferior, conhecido como “ozônio ruim”, e da poluição urbana.

    Cuidados com a saúde

    A MetSul ainda alerta para que a população evite a exposição a altos níveis de fumaça. A inalação por um curto período de tempo pode causar efeitos imediatos à saúde.

    A fumaça irrita os olhos, o nariz e a garganta, e seu odor pode causar náusea. Segundo a agência, estudos demonstraram que algumas pessoas expostas à fumaça intensa apresentam alterações temporárias na função pulmonar, o que torna a respiração mais difícil.

    Durante a última semana, a cidade de São Paulo permaneceu por dias com o ar mais poluído do mundo, segundo a agência suíca IQAir.

    Além disso, as capitais Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Cuiabá e Rio Branco apresentaram ar “insalubre” para todas suas populações, nesta sexta-feira (13).

    Veja outras consequências negativas da inalação do monóxido de carbono:

    • Dores de cabeça e redução do estado de alerta
    • Irritação respiratória e falta de ar
    • Suprimento de oxigênio do corpo
    • Piora de outras condições médicas como asma e doenças cardíacas

    A MetSul ainda afirma que, uma vez que a exposição ao gás é finalizada, os sintomas da inalação de monóxido de carbono ainda podem demorar alguns dias para passar.

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