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    Contaminação na cervejaria Backer não foi caso isolado, aponta relatório

    Documento do Ministério da Agricultura mostra que cervejaria produzia bebidas contaminadas desde janeiro de 2019 e afasta possibilidade de evento isolado

    Um relatório do Ministério da Agricultura mostra que a cervejaria Backer, em Minas Gerais, produzia bebidas contaminadas desde janeiro de 2019. A nova informação afasta a possibilidade de que as dez mortes causadas pelo consumo da cerveja seja resultado de um evento isolado.

    O documento ainda aponta que esse tipo de contaminação seria inédito em todo o Brasil e que a cervejaria adotou uma prática totalmente irresponsável ao utilizar líquidos refrigerantes tóxicos na produção das cervejas.

    Além disso, equipes do Ministério Público e da Polícia Civil de Minas Gerais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da cervejaria, em Belo Horizonte, na terça-feira (4). 

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    Mais de mil documentos com anotações sobre as produções foram localizados. Entre eles, registros de funcionários sobre vazamento de glicol, mas não especificavam sobre se seria mono ou etilenoglicol.

    Durante a perícia, a polícia constatou que houve vazamento em um dos tanques por onde as cervejas passaram, o que possibilitou o contato com os produtos químicos e levou à contaminação dos lotes.

    O inquérito policial foi concluído em junho e apontou que 29 pessoas foram intoxicadas pela substância dietilenoglicol. Dez morreram.

    A CNN entrou em contato com a Backer, que, até o momento da publicação deste texto, não se posicionou.

    (Edição: André Rigue)

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