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    Chuva provocou ventos de mais de 100 km/h na cidade de São Paulo

    Recorde foi registrado na região do Aeroporto de Congonhas, com rajadas de 103,7 km/h

    Marcos Rosendoda CNN , em São Paulo

    O temporal que atingiu o estado de São Paulo na tarde desta sexta-feira (3), foi marcado por fortes chuvas e ventos que alcançaram 103,7 km/h. As rajadas foram registradas no Aeroporto de Congonhas às 16h32.

    Segundo Roberto Farina, capitão da Defesa Civil de São Paulo, medições preliminares apontam que, em Santos, no litoral sul, os ventos podem ter chegado a mais de 150 km/h.

    Esse índice ainda não é oficial porque a metodologia exige duas medições e a segunda ainda não foi finalizada. No estado, pelo menos 30 municípios relataram que tiveram quedas de árvores causadas pela ventania.

    As chuvas causaram três mortes. Um rapaz de 21 anos morreu ao ser atingido por um muro que desabou em Osasco, na região oeste da Grande São Paulo.

    Outra morte ocorreu em Santo André, no Grande ABC, quando parte de um muro de um prédio em construção desmoronou e os escombros atingiram um homem, que não resistiu. Outra pessoa também foi atingida pelos escombros e encaminhada para o Centro Hospitalar Municipal (CHM).

    Em Limeira, no interior, uma pessoa morreu ao ser atingida por um muro, que desabou.

    Farina explica que os eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns, e o efeito El Niño contribui para a alteração do clima. Ele cita que as chuvas de verão mais fortes eram comuns nos meses de dezembro e janeiro, mas as mudanças no clima do planeta estão alterando essa dinâmica.

    “A Defesa Civil está trabalhando continuamente para desenvolver metodologias e criar mecanismos de alerta para a população. É importante que o cidadão tenha a percepção de risco e evite situações perigosas”, diz Farina.

    Ele destacou que o investimento em tecnologia e equipamentos meteorológicos são fundamentais para que a Defesa Civil possa se planejar e formular estratégias que vão ajudar a salvar vidas em eventos de calamidade pública.

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