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    Caso Henry: polícia deve concluir inquérito nesta sexta-feira (23)

    Previsão é do diretor da Polícia Civil, Antenor Lopes. Diagnóstico de Covid-19 pode inviabilizar novo depoimento da mãe da criança.

    Paula Martini, , da CNN, no Rio de Janeiro

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro planeja concluir nesta sexta-feira (23) o inquérito sobre o homicídio do menino Henry Borel, de 4 anos. A expectativa é do diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital, Antenor Lopes.

    O delegado informou à CNN que o inquérito está na fase conclusiva, com elaboração do relatório final e organização dos autos. O diretor disse ainda que o delegado Henrique Damasceno, que está à frente da investigação, deve bater o martelo nesta terça-feira (20) sobre o pedido dos advogados de Monique Medeiros para que a mãe de Henry seja ouvida novamente pela polícia. 

    A professora foi diagnosticada com Covid-19 e está em isolamento no hospital penal do Complexo de Gericinó. Na avaliação do diretor, o diagnóstico pode inviabilizar o depoimento.

    “Se já existia dúvida sobre a necessidade de ouvi-la mais uma vez, o diagnóstico praticamente inviabiliza o depoimento devido aos prazos. A prisão temporária termina no dia 7 de maio e não podemos enviar o inquérito no último dia porque promotor e juiz precisam ter acesso com alguma antecedência. A possibilidade de videoconferência é nova e complexa, mas vai ser avaliada”, explicou Antenor Lopes.

    O pai de Henry, Leniel Borel, iniciou uma campanha na internet pedindo o aumento da pena para assassinato de menores praticados por padrastos e madrastas. Até a noite de segunda-feira (19), o abaixo-assinado já contava com cerca de oito mil assinaturas e possui a meta de alcançar 10 mil subscrições.

    Na segunda-feira (19), a equipe que atua na defesa de Monique foi ao Ministério Público pedir a realização do novo depoimento. O requerimento encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça também solicitou um promotor especial para acompanhar o caso. Em nota, o MPRJ informou que o pedido foi encaminhado a Marcos Kac, promotor natural do caso, que entendeu que a decisão de ouvir ou não a investigada é do delegado.

    O novo advogado do vereador Jairinho, o criminalista Braz Sant’Anna vai traçar a linha de defesa após receber os autos da investigação.

    Confira a íntegra da nota do MPRJ:

    O MPRJ confirma que recebeu pedido da defesa da mãe do menino Henry, Monique Medeiros, para que um promotor de Justiça seja designado para acompanhar o caso. O pedido, protocolado em nome do procurador-geral de Justiça, foi encaminhado ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal, que, por sua vez, o encaminhou ao promotor natural do caso, Marcos Kac. De acordo com o promotor, a decisão de ouvir ou não novamente a investigada Monique Medeiros cabe unicamente ao presidente do inquérito, que é o Delegado de Polícia.

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