Câmara do Rio rejeita abertura de processo de impeachment contra Crivella
Acusação era de manter servidores públicos ao redor de hospitais municipais com a missão de impedir o trabalho da imprensa
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou nesta quinta-feira (3), por 25 votos a 23, a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Três vereadores não votaram.
Crivella é pré-candidato à reeleição no pleito de 15 de novembro deste ano.
Ele era acusado de cometer improbidade administrativa por manter servidores públicos ao redor de hospitais municipais com a missão de impedir o trabalho da imprensa e evitar reportagens sobre eventuais problemas nas unidades de saúde.
O pedido de impeachment foi apresentado pela deputada estadual Renata Souza (PSOL), também pré-candidata a prefeita, na última terça-feira (1º). Para a aprovação do início do processo era necessária a maioria simples dos votantes — faltaram, portanto, dois votos.
Assista e leia também:
Eduardo Paes lança candidatura para prefeito do Rio de Janeiro pelo DEM
Governador interino do Rio se reúne com Crivella para alinhar estratégias
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), votou contra o impeachment. O ex-prefeito César Maia (DEM), pai do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), votou a favor.
A sessão foi realizada de forma semipresencial devido à pandemia da Covid-19. Parte dos vereadores estava presente no plenário da Câmara Municipal, mas a maioria participou presencialmente.
(Com Estadão Conteúdo).