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    Aluna denuncia professor da UFPR por episódios de assédio moral

    Vídeo com gravações de aulas viralizou nas redes sociais; "Eu mando nessa merd*, eu dou as ordens", grita o professor

    Carolina FigueiredoLéo Lopesda CNN , em São Paulo

    Uma aluna da Universidade Federal do Paraná (UFPR) denunciou em rede social um professor por uma série de episódios de assédio moral.

    A faculdade informou que abriu processo de investigação depois que um vídeo com gravações das aulas viralizou nas redes sociais. A identidade do professor denunciado não foi revelada.

    Na publicação, que já tem cerca de 350 mil curtidas no TikTok e outros 30 mil likes em uma republicação no Twitter, é possível ouvir o professor gritando com uma aluna, que escreveu: “Você adoece depois de seis anos nessa.”

    “Você vai me dizer o que eu tenho que fazer”, diz o professor no vídeo. “Eu mando nessa merd*, eu dou as ordens, eu dou o sentido”, acrescenta, enquanto dá socos na mesa.

    @anafideliss você adoece depois de 6 anos nessa. #assediomoral #saudemental #universidadefederal #universitario #sanidademocional ♬ som original – Ana Paula Fidélis


    Em outro momento, é possível ouvir ele falando: “O trabalho de vocês está uma merd*, um desprezo total, um desleixo. Escrito com uma letra parecendo um eletrocardiograma. P*rra, pega alguém da equipe e escreve essa p*rra. Vai lá e datilografa essa p*rra.”

    Na legenda do vídeo, a aluna explica que os gritos do professor começaram porque ele “marcou atividade fora do horário da aula”, e ela precisou ir em outro horário porque coincidia com seu estágio.

    Nos comentários, pediram que ela abrisse um processo na auditoria da UFPR. “Já tentaram fazer uma denúncia e não foi dado continuidade por parte da universidade”, respondeu a aluna

    Em nota enviada à CNN, a UFPR informou que, “com relação ao vídeo que está circulando nas redes sociais, apura devidamente o caso, já em processo de investigação”.

    “Ressaltamos que a UFPR não compactua com nenhuma forma de discriminação ou violência, seja ela física, verbal ou simbólica”, acrescenta a universidade.

    “O estudante ou membro da comunidade que presenciar qualquer situação deve realizar denúncia via Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade ou pela ouvidoria institucional”, conclui o comunicado.

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