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    Secretário-geral da Otan pede paz na Ucrânia, mas reforça que não enviará tropas ao país

    Jens Stoltenberg se reuniu com ministros de Defesa de países da organização nesta quarta-feira

    Tiago Tortellada CNN

    O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, voltou a pedir paz na Ucrânia, mas reafirmou que não enviará tropas ao país do Leste Europeu. A fala aconteceu em coletiva de imprensa após encontro com ministros de Defesa de países-membros nesta quarta-feira (16).

    “Hoje, ministros concordaram que devemos continuar o suporte significativo à Ucrânia, incluindo ajuda militar, financeira e humanitária”, pontuou, acrescentando que “Putin precisa parar essa guerra, agora. Retirar suas tropas e retomar a diplomacia com boa fé”,

    Em outro ponto da coletiva, porém, afirmou que “no chão, não vemos nenhum sinal” de que o país estaria sendo “genuíno” nas conversas para a paz.

    Sobre a adesão da Ucrânia à organização, o secretário disse que a mensagem “é a mesma de anos atrás: ela é uma nação soberana e pode escolher seu destino. Respeitamos a decisão do governo democraticamente eleito. Cabe à Ucrânia decidir sobre a aplicação à Otan”.

    Em um pronunciamento antes da reunião, ele agradeceu o apoio dos países aliados e condenou novamente o que chamou de “guerra sem sentido”.

    Perguntado na coletiva se algum país-membro apoiava a criação de uma zona de exclusão aérea no território ucraniano, algo pedido diversas vezes pelo presidente Volodymyr Zelensky, ele disse que os aliados estão unidos em como ajudar a Ucrânia, incluindo não enviar tropas tanto por solo quanto por ar.

    O secretário acrescentou que a situação e sofrimento humano podem piorar significativamente se a Otan tomar alguma ação neste sentido.

    Mesmo assim, destacou que deixarão claro para Moscou que vão defender os membros do bloco, ação que não visa “instigar um conflito, mas evitá-lo”.

    O chefe do bloco militar pediu também mais investimentos dos membros em segurança, realizando mais treinos conjuntos e novos planos para o Leste Europeu.

    “Enfrentamos uma nova realidade de segurança”, pontuou.

    Na terça-feira (15), Stoltenberg afirmou que a aliança continuará a enviar armas e mantimentos para os ucranianos, além de ampliar a presença de tropas nas fronteiras dos países aliados, com 40 mil militares na fronteira com a Ucrânia.

    O secretário acrescentou estar preocupado que a Rússia utilize armas químicas na Ucrânia em uma operação de “bandeira falsa” (um ataque seguido de desinformação sobre os autores). Ele ainda declarou que a China “deveria se unir ao mundo e condenar a Rússia”.

    Na próxima semana, será realizada uma reunião da cúpula da Otan na sede da organização, em Bruxelas, para falar sobre o conflito na Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estará presente.

    Nesta quinta-feira (17), Stoltenberg viajará a Berlim, na Alemanha, onde se encontrará com o chanceler Olaf Scholz e outros membros do governo alemão.

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