Rússia toma medidas para punir o Google por “fakes” no YouTube
Agência russa acusou plataforma de espalhar imagens falsas sobre o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia


A agência de comunicação da Rússia disse, nesta quinta-feira (7), que está tomando medidas punitivas contra o Google, incluindo a proibição de anúncios na plataforma e seus recursos de informação, por violar a lei russa.
A Roskomnadzor acusou a plataforma de compartilhamento de vídeos do Google – o YouTube, que bloqueou a mídia estatal russa globalmente – de se tornar “uma das principais plataformas que espalham fakes [imagens falsas] sobre o curso da operação militar especial [da Rússia] no território de Ucrânia, descreditando as Forças Armadas da Federação Russa”.
Roskomnadzor disse que as medidas contra o Google, que incluem um aviso nos mecanismos de busca dizendo que está violando a lei russa, permanecerão em vigor até que cumpra a legislação.
O Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
No mês passado, a Rússia exigiu que o Google parasse de divulgar o que chamou de ameaças contra cidadãos russos no YouTube.
A agência reguladora também bloqueou o serviço agregador de notícias do Google em março, acusando-o de permitir acesso a material falso sobre a operação militar na Ucrânia.
No mês passado, o parlamento russo aprovou uma lei que prevê penas de prisão de até 15 anos para quem divulgar intencionalmente notícias “falsas” em desacordo com as contas do governo sobre os militares.
O desejo de controlar as informações sobre sua campanha na Ucrânia intensificou as tensões de longa data de Moscou com empresas de tecnologia estrangeiras.
Indignado com o fato da Meta estar permitindo que usuários de mídia social na Ucrânia postassem mensagens como “Morte aos invasores russos.”, Moscou bloqueou o Instagram em março, já tendo cortado o acesso ao Facebook por causa do que disse serem as restrições da plataforma sobre mídia russa.
A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chamou de operação especial para degradar as capacidades militares de seu vizinho do sul e erradicar pessoas que chamou de nacionalistas perigosos.
As forças ucranianas montaram forte resistência e o Ocidente impôs sanções abrangentes em um esforço para forçar a Rússia a retirar suas forças.
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Parte da asa do Antonov An-225 Mriya, o maior avião cargueiro do mundo, que foi destruído na Ucrânia • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Parte traseira da fuselagem do Antonov An-225 Mriya, o maior avião cargueiro do mundo, que foi destruído na Ucrânia • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Visão frontal do Antonov An-225 Mriya, o maior avião cargueiro do mundo, que foi destruído na Ucrânia • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Fuselagem do Antonov An-225 Mriya cravada de balas; avião era o maior cargueiro do mundo • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Destroços do Antonov An-225 Mriya; avião era o maior cargueiro do mundo • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Motor destruído do Antonov An-225 Mriya; avião era o maior cargueiro do mundo • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
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Fuselagem do Antonov An-225 Mriya ficou destruída após ataque na Ucrânia; avião era o maior cargueiro do mundo • Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images