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    Rússia e Ucrânia trocam acusações sobre ataque a estação de gás em Kursk

    Moscou alertou sobre "resposta simétrica" aos ataques ucranianos a instalações de energia; Kiev nega alegação

    Mariya KnightMaria Kostenkoda CNN

    Rússia e Ucrânia trocaram acusações na sexta-feira (21) sobre um ataque a uma estação de medição de gás que fica na região russa de Kursk, próxima da fronteira compartilhada.

    O ataque à instalação em Sudzha ocorre poucos dias após os EUA terem proposto que ambos os lados pausassem os ataques à infraestrutura de energia.

    O Ministério da Defesa russo alegou que Kiev havia “atacado deliberadamente” a estação, que está sob controle ucraniano desde que a Ucrânia lançou uma incursão surpresa terrestre em Kursk em agosto de 2024.

    Moscou alega que as forças ucranianas explodiram a instalação enquanto “recuavam da região de Kursk” com o objetivo de “desacreditar as iniciativas de paz do presidente dos EUA”.

    Neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou ainda que “se reserva o direito de responder, inclusive com uma resposta simétrica” ​​ao que alega serem ataques ucranianos às instalações de infraestrutura de energia russas.

    Kiev descreveu as acusações como “infundadas” e alegou que visam desacreditar a Ucrânia e enganar a comunidade internacional.

    “De fato, a estação foi repetidamente bombardeada pelos próprios russos”, disse o Estado-Maior da Ucrânia em uma postagem no Telegram na sexta-feira.

    De acordo com os militares ucranianos, a Rússia atingiu a mesma estação com mísseis há apenas três dias.

    “As tentativas dos russos de enganar a todos e fingir que estão aderindo ao cessar-fogo não funcionarão, (nem) as notícias falsas sobre os ataques ao posto de gasolina”, postou o chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, na sexta-feira no X.

    O posto de medição de gás de Sudzha foi a última rota pela qual o gás natural russo foi entregue à Europa pela Ucrânia. O transporte de gás natural por Sudzha foi encerrado em 1º de janeiro de 2025, após Kiev se recusar a renovar o contrato.

    O ataque ao posto ocorre mais de uma semana após o anúncio das forças russas de que haviam recapturado Sudzha, a maior cidade que a Ucrânia ocupou durante sua incursão em Kursk.

    A ocupação de partes de Kursk pela Ucrânia é vista como sua única moeda de troca territorial em meio à pressão para negociar o fim da guerra.

    O presidente russo Vladimir Putin concordou em interromper temporariamente os ataques a alvos de energia na Ucrânia após um longo telefonema com o presidente Donald Trump na terça-feira, embora ele tenha parado antes de assinar um cessar-fogo mais amplo para encerrar o conflito de três anos na Ucrânia.

    O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também disse que apoiaria uma pausa no ataque a alvos de energia.

    As negociações para interromper o conflito ocorrerão em Riad na próxima semana, com uma delegação dos EUA esperada para se sentar primeiro com os ucranianos, seguida pelos russos nesta segunda-feira (24).

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