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    Putin quer chegar a um acordo com os EUA para a libertação de prisioneiros americanos

    O jornalista Evan Gershkovich e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan foram presos na Rússia sob acusação de espionagem

    Reuters

    O presidente russo, Vladimir Putin, participa nesta quinta-feira (14), de uma coletiva de imprensa anual, onde responde perguntas de jornalistas do mundo todo. Durante a entrevista, Putin disse que espera chegar a um acordo com os Estados Unidos para a libertação de dois prisioneiros americanos.

    O jornalista Evan Gershkovich e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan foram presos sob acusação de espionagem.

    Perguntado sobre os casos dos dois homens por um repórter do New York Times, Putin disse: “Queremos chegar a um acordo, e esses acordos devem ser mutuamente aceitáveis e devem atender ambas as partes.”

    Ele disse também que a Rússia tem contatos em andamento com os Estados Unidos sobre o assunto.

    “Não é simples, não vou entrar em detalhes agora, mas em geral, parece que falamos uma língua que é compreensível para ambos os lados. Espero que a gente encontre uma solução. Mas, repito, o lado americano deve nos ouvir e tomar uma decisão apropriada, que se adapte ao lado russo.”

    A Rússia prendeu o jornalista americano Evan Gershkovic sob a acusação de espionagem em março deste ano. Gershkovich, o jornal Wall Street Journal (a qual ele trabalhava) e a Casa Branca negaram as acusações e disseram que o jornalista não tem relação com o governo americano.

    O veterano da Marinha, Paul Whelan, está preso desde 2018. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por espionar a Rússia para os Estados Unidos, em 2020. Whelan e o governo americano negam.

    Os Estados Unidos consideram injustas as prisões e tentam negociar com os russos. No começo do mês, o Departamento de Estado americano disse que a Rússia rejeitou uma nova proposta substancial para a libertação dos detidos.

    Guerra na Ucrânia

    Durante a entrevista, Putin disse que vai continuar com a guerra na Ucrânia, a menos que Kiev faça um acordo que leve em conta as preocupações de segurança de Moscou, acrescentando que os objetivos da “operação militar especial” serão, de qualquer forma, alcançados.

    Respondendo a perguntas do público e da mídia em um evento dominado pela guerra, Putin – que anunciou que buscará outro mandato presidencial de seis anos em março – disse que seus objetivos originais na Ucrânia não mudaram e que as forças russas estavam melhorando sua posição ao longo da maior parte da linha de frente.

    Os principais objetivos da Rússia continuam sendo a “desnazificação”, a “desmilitarização” e a garantia da neutralidade da Ucrânia, segundo ele.

    “Haverá paz quando atingirmos nossos objetivos”, disse o líder de 71 anos.

    “Quanto à desmilitarização, se eles (os ucranianos) não quiserem chegar a um acordo – bem, então seremos forçados a tomar outras medidas, inclusive militares.”

    “Ou chegamos a um acordo, concordamos com certos parâmetros (sobre o tamanho e a força dos militares da Ucrânia) ou resolvemos isso pela força. É por isso que vamos nos esforçar”, disse Putin.

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