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    Putin: Negociações com Ucrânia mudaram “drasticamente” após acusações de crimes em Bucha

    Presidente russo participa de reunião com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, nesta terça-feira (26)

    Da CNN

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (26) que Rússia e Ucrânia conseguiram alcançar um “sério avanço” durante as negociações em Istambul, na Turquia, mas a situação mudou “dramaticamente” após as acusações de crimes de guerra na cidade ucraniana de Bucha.

    “Em Istambul, conseguimos um grande avanço, porque nossos colegas ucranianos não associavam os requisitos de segurança e segurança internacional da Ucrânia a um conceito como ‘fronteiras internacionalmente aceitas’ da Ucrânia”, afirmou o presidente durante uma reunião com o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres.

    “Mas, infelizmente, depois de termos chegado a acordos e após as nossas intenções claramente demonstradas de criar condições favoráveis à continuação das negociações, nos deparamos com uma provocação na aldeia de Bucha, à qual o exército russo nada tem a ver”, complementou Putin.

    “E a posição dos negociadores da Ucrânia sobre um novo acordo mudou drasticamente depois disso. Eles se afastaram de suas intenções anteriores de deixar de lado as questões de garantias de segurança e os territórios da Crimeia, Sebastopol e as repúblicas de Donbass. Eles simplesmente desistiram disso”, continuou.

    No sábado (23), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que possíveis negociações futuras na Turquia dependem de Putin, ao reiterar sua disposição de participar das conversações.

    Mykhailo Podolyak, conselheiro de Zelensky, disse na quinta-feira (21) que a guerra na Ucrânia “pode ​​terminar em conversas diretas” entre os chefes de Estado, mas alertou que está esperando para avaliar como a ofensiva militar da Rússia no leste do país avançará nos próximos dias.

    Conversa com o secretário-geral da ONU

    De acordo com um comunicado da Organização das Nações Unidas sobre a reunião desta terça-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, concordou “em princípio” com o envolvimento da ONU e do Comitê Internacional para a Cruz Vermelha na evacuação de cidadãos da fábrica de Azovstal em Mariupol.

    O secretário-geral, António Guterres, também “reiterou a posição das Nações Unidas sobre a Ucrânia, e eles [Guterres e Putin] discutiram as propostas de assistência humanitária e evacuação de civis de zonas de conflito”, continua o texto.

    Outras conversas entre o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários e o Ministério da Defesa da Rússia serão realizadas em uma data posterior, finalizou a ONU.

    A reunião durou cerca de uma hora, disse Farhan Haq, porta-voz adjunto do secretário-geral, durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, o trabalho para estabelecer o grupo de contato humanitário para ajudar as pessoas em Mariupol, na Ucrânia, começará “no terreno assim que pudermos”.

    Este é o primeiro encontro e também a primeira conversa entre os dois líderes desde o começo da guerra, e acontece após Guterres ter pedido, na semana passada, reuniões separadas com Putin e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia.

    De acordo com a porta-voz das Nações Unidas, Eri Kaneko, o secretário-geral vai ao encontro com uma agenda de paz, pretendendo saber o que poderá ser feito para terminar a guerra.

    “A mensagem do secretário-geral vai ser no intuito de discutir que passos podem ser dados para silenciar as armas e ajudar as pessoas que querem sair de forma segura”, acrescentou.

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