Porto não está completamente destruído, diz almirante brasileiro no Líbano
Salgueirinho disse que tráfego marítimo de Beirute está sendo desviado ao máximo possível para Trípoli, o segundo maior porto do país
Após ter escapado da explosão em Beirute por horas de diferença, Sergio Renato Berna Salgueirinho, contra-almirante da Marinha e comandante da força-tarefa da ONU no Líbano (Unifil), disse em entrevista para a CNN que, ao retornar ao local do incidente, percebeu que uma parte do porto não foi completamente destruída.
“Pelo que pude observar ao me aproximar do porto, parece que ele não foi completamente afetado. A parte do terminal conteneiro parece ter sido preservada. É uma boa notícia, porque pode ser que haja uma capacidade parcial de operação do porto.”
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Ele diz que as operações do porto de Beirute já começaram a ser desviadas para outros portos do país, mas que, por conta de o porto da capital do Líbano ser responsável por receber 80% das importações do país, será difícil suprir toda a necessidade.
A utilização de outros portos já está acontecendo. O tráfego marítimo de Beirute está sendo desviado ao máximo possível para Trípoli, o segundo maior porto do país. Certamente haverá um congestionamento para o fornecimento de materiais e isso deve afetar o abastecimento do país.”