Países do G7 fecham acordo por ajuda à Ucrânia paga com ativos russos congelados
Informação foi confirmada por alto funcionário do governo dos EUA


Líderes do G7 democracias concordaram com um esboço de acordo nesta quinta-feira (13) para fornecer US$ 50 bilhões (R$ 268 bilhões) em empréstimos para a Ucrânia usando juros de ativos soberanos russos congelados.
O acordo político foi a peça central do dia de abertura da cúpula anual de líderes do G7, que acontece no sul da Itália, com a presença pelo segundo ano consecutivo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Além disso, o líder da Ucrânia assinou um novo acordo de segurança de longo prazo com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, após assinar um acordo de segurança de 10 anos com o Japão.
O governo japonês prometeu fornecer a Kiev US$ 4,5 bilhões (R$ 24,1 bilhões) neste ano.
Chamando o acordo sobre a utilização dos ativos congelados de um “resultado significativo”, Biden destacou aos repórteres que era “outro lembrete ao [presidente russo Vladimir] Putin de que não estamos recuando”.
O plano do G7 para a Ucrânia é baseado em um empréstimo plurianual usando lucros de cerca de US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) de fundos russos apreendidos, a maior parte dos quais está bloqueada na União Europeia.
Os detalhes técnicos serão finalizados nas próximas semanas, com o dinheiro previsto para chegar a Kiev até o final deste ano, graças às contribuições de todos os estados do G7 — Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Japão e Itália.
“Este é um compromisso muito claro que deve encorajar os ucranianos a fazer o que precisam para defender sua independência e soberania”, avaliou o chanceler alemão, Olaf Scholz.
O objetivo do acordo é garantir que ele possa durar anos, independentemente de quem esteja no poder em cada Estado do G7 — um aceno às preocupações de que o candidato presidencial republicano dos EUA, Donald Trump, possa ser muito menos simpático a Kiev se vencer Biden na eleição de novembro, de acordo com uma pessoa próxima às negociações.
A Rússia considera as tentativas do Ocidente de tirar renda de seus ativos congelados como criminosas, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Maria Zakharova nesta quinta, acrescentando que a resposta de Moscou seria muito dolorosa para a União Europeia.