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    Obama reforça apoio a Israel, mas destaca risco e responsabilidades na intensidade da resposta militar

    Ex-presidente dos Estados Unidos relembrou o conflito do país com a Al-Qaeda

    Pedro Nogueirada CNN , em Brasília

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira (24) que as decisões de Israel podem agravar a situação humanitária e “endurecer as atitudes dos palestinos por muitas gerações”, além de reduzir o apoio global ao país.

    O democrata publicou um texto nas redes sociais em que reforça o direito de autodefesa de Israel e destacou os impactos a longo prazo da intervenção bélica na Palestina.

    “Qualquer estratégia militar israelense que ignore os custos em vidas humanas pode sair pela culatra”, disse.

    Obama indica ainda que os apoiadores de Israel precisam encorajar estratégias para incapacitar o Hamas e minimizar danos à população civil ao mesmo tempo.

    O ex-presidente americano também incluiu em sua reflexão o histórico militar dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo.

    “[Os EUA] em alguns momentos deixaram a desejar em relação aos nossos valores no pós-11 de setembro, nosso governo não seguiu o conselho dos nossos aliados sobre os passos necessários para nos proteger da Al-Qaeda”, ressaltou.

    Obama, que serviu por dois mandatos na Casa Branca, reconheceu as dificuldades monumentais de desmobilizar o Hamas sem causar dano à população civil, mas ressaltou as obrigações de Israel diante do direito humanitário internacional.

    O atual Secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, fez discurso com foco no apoio internacional ao direito de autodefesa de Israel durante sua intervenção no Conselho de Segurança da ONU nesta terça.

    VÍDEO – Todos os atos terroristas são ilegais, seja em Istambul ou Nova York, diz Blinken

    Este foi também o argumento usado pela representante permanente americana no Conselho para justificar o veto à resolução brasileira. O texto condenava as ações do Hamas, pedia a libertação do refém e trazia condições para apoio humanitário indispensável.

    Em geral, os porta-vozes do governo americano trazem um posicionamento irrestrito de apoio a Israel. Apesar disso, as falas recentes do presidente Joe Biden — que foi vice de Obama — também trazem menções ao cuidado na medida da resposta israelense aos ataques terroristas.

    “Meu aviso é o seguinte: ao sentir esta raiva, procurem não ser consumidos por ela. Nós estávamos furiosos depois do 11 de setembro. Nós buscamos e alcançamos a justiça, mas também cometemos erros no caminho”, afirmou Biden.

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