“Não há tom de ataque ou operação, o tom é de guerra”, diz especialista sobre conflito em Israel
Especialista destacou ainda que o ano de 2023 marca o aniversário de 50 anos da Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973
O professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan afirmou, em entrevista à CNN neste sábado (7), que a resposta israelense aos ataques do Hamas nesta manhã não tem “tom” de operação, mas de guerra.
“O tom com que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyah, respondeu. O tom com que ele falou é um tom de guerra. Não é o tom de operação ou de mero ataque terrorista. O tom é de guerra”.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), o ataque partiu da Faixa de Gaza. Mais cedo, o comandante militar do Hamas, Muhammad Al-Deif, divulgou uma mensagem gravada anunciando a operação “Tempestade Al-Aqsa”, onde diz que o grupo militante palestino “alvejou as posições inimigas, aeroportos e posições militares [de Israel]” com milhares de foguetes.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está “em guerra” após o ataque surpresa. “Cidadãos de Israel, estamos em guerra – não numa operação, não em rondas – em guerra”, disse Netanyahu numa mensagem de vídeo.
O especialista destacou ainda que o ano de 2023 marca o aniversário de 50 anos da Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973.
Trevisan destaca ainda que as defesas israelenses foram “furadas” em diversas localidades — o que “dá a dimensão do ataque”. Indicou ainda que a quantidade de mísseis atirados revela apoio internacional ao Hamas.
“O furo da cerca [de defesas israelenses] foi precedida de um grande ataque de mísseis. Foram mais de 5.000 mísseis. Isso revela um apoio internacional forte ao Hamas, provavelmente iraniano. Não é possível dizer ainda, mas uma estrutura para um ataque com essa eficiência demanda mais comportamento estratégico”.