Mar Mediterrâneo atinge maior temperatura média em 20 anos com ondas de calor
Superfície marítima registrou 28,71º C nesta semana; países do sul da Europa, como Grécia e Itália, atingem a casa dos 40º C


O Mar Mediterrâneo atingiu a sua maior temperatura média em 20 anos nesta semana — 28,71° C — enquanto o sul da Europa, com países como Itália e Grécia, enfrentam ondas de calor severas.
A informação foi confirmada pelo Instituto de Ciências do Mar (ICM), que fica na Espanha, após analisar os dados de satélite do observatório europeu Copernicus Marine Service.
“Na segunda-feira (24), atingimos um novo recorde na temperatura média diária da superfície do mar no Mediterrâneo: 28,71º C”, afirmou o pesquisador Justino Martí Nez à CNN.
O levantamento começou a ser feito em 1982, tendo agora o novo recorde na série histórica. Antes, a maior temperatura média da superfície do Mar Mediterrâneo era de 28,25º C, registrada em 23 de agosto de 2003.
O Instituto de Ciências do Mar disponibilizou ainda um mapa de calor da superfície do Mar Mediterrâneo no dia do novo recorde (abaixo).

Não por acaso, nas últimas semanas, ondas de calor severas estão afetando outras áreas, além do Mar Mediterrâneo, como o sul da Europa, principalmente na Itália e na Grécia. Temperaturas recordes vem sendo registradas também em partes da Espanha, Croácia e França, com calor acima 40ºC.
“As temperaturas estão escaldantes em toda a Europa em meio a um período intenso e prolongado de calor. E está apenas começando”, disse a Agência Espacial Europeia (ESA) em um comunicado.

O mesmo instituto chegou a prever temperatura de 48,8ºC nas regiões italianas da Sardenha e da Sicília. Na sexta-feira (14), o Ministério da Saúde da Itália emitiu um alerta de risco de saúde “extremo” para 15 cidades – incluindo Roma e Florença.
Um trabalhador da construção civil de 44 anos desmaiou na cidade de Lodi, no norte do país, e morreu no hospital na terça-feira (11) em função do calor. Em Roma, vários turistas também desmaiaram na semana passado por insolação. Já na Grécia, as autoridades falaram em temperatura de 44ºC.
- 1 de 19
Aumento das ocorrências de mudanças climáticas devido a ação do homem vem causando danos e eventos climáticos extremos • BC Wildfire Service/Reuters
- 2 de 19
Agentes da Defesa Civil em ação conjunta com equipes de resgate no entorno das casas da Vila Sahy, em São Sebastião, após fortes chuvas em fevereiro de 2023 • Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
- 3 de 19
Trabalhadores usam máquinas para reabrir a galeria pluvial que foi afetada na rodovia Rio-Santos (SP-55), em São Sebastião, após fortes chuvas no litoral de São Paulo • Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
-
- 4 de 19
Rastro de destruição causado pelas fortes chuvas, no bairro do Itatinga, região central de São Sebastião, em fevereiro de 2023 • Baltazar/Futura Press/Estadão Conteúdo
- 5 de 19
Incêndios no Canadá impactam em diversas regiões do mundo em julho de 2023 • Handout/Anadolu Agency via Getty Images
- 6 de 19
Fumaça ascende com incêndio em floresta no Quebec, Canadá • 12/06/2023Cpl Marc-Andre Leclerc/Canadian Forces/Handout via REUTERS
-
- 7 de 19
Floresta destruída pelo fogo na província de Nova Scotia, no Canadá • Erin Clark/The Boston Globe via Getty Images
- 8 de 19
Fumaça de queimadas no Canadá afeta qualidade do ar na cidade de Nova York, no final de junho de 2023 • Fatih Aktas/Anadolu Agency via Getty Images
- 9 de 19
Região afetada pelo ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul em julho de 2023 • Reprodução/Paulo Pimenta
-
- 10 de 19
Ciclone extratropical danificou casas e galpões no Rio Grande do Sul em julho de 2023 • Defesa Civil/RS
- 11 de 19
Imagem de destruição em Concórdia, em Santa Catarina, após passagem de ciclone em julho de 2023 • Defesa Civil
- 12 de 19
Turistas se refrescam em uma fonte em frente ao Panteão em Roma, Itália, em 14 de julho de 2023; Europa registrou recorde de calor • Riccardo De Luca/Anadolu Agency via Getty Images
-
- 13 de 19
Seca provocou queda nos níveis de reservatório de água na Inglaterra • Christopher Furlong/Getty Images
- 14 de 19
Vista aérea mostra barco encalhado na represa La Boca devido a uma seca no norte do México, em Santiago • 08/08/2022REUTERS/Daniel Becerril
- 15 de 19
Caminhão passa por ponte em cima do reservatório de água Canelón Grande em meio a seca histórica no Uruguai, em maio de 2023 • 18/05/2023 REUTERS/Mariana Greif
-
- 16 de 19
Carro submerso em rua alagada por enchente no Kentucky • 28/07/2022Pat McDonogh/USA TODAY NETWORK via REUTERS
- 17 de 19
Homem observa seu carro preso na enchente no Kentucky, Estados Unidos • USA Today via Reuters
- 18 de 19
Projeto captura retrato aéreo de mais de 50 geleiras dos Alpes do Sul da Nova Zelândia em uma época semelhante a cada ano para rastrear como elas mudam • NIWA
-
- 19 de 19
Rio Yamuna, afluente do Ganges, atingiu o maior nível de sua história, inundando várias regiões • Money Sharma/AFP/Getty Images
Diante da frequência e repetições de ondas de calor pelo mundo, um estudo publicado na revista Nature na terça-feira (25) apontou que a Corrente Meridional do Atlântico (AMOC) – da qual a Corrente do Golfo faz parte – pode entrar em colapso em meados deste século, ou até mesmo em 2025.
O AMOC é um complexo emaranhado de correntes que funciona como uma gigantesca correia transportadora global. Ele transporta água quente dos trópicos para o Atlântico Norte, onde a água esfria, torna-se mais salgada e afunda no oceano, antes de se espalhar para o sul.
Segundo os cientistas, o colapso, com a dificuldade no resfriamento, ocorre em função do aumento da poluição no planeta. Para eles, o evento seria algo catastrófico para o clima global e que “afetaria todas as pessoas no planeta”.

*Com informações de