Hospitais na Síria estão “absolutamente sobrecarregados”, diz Unicef
Além dos traumas físicos, representante também ressalta impacto mental na população


Os hospitais na Síria estão “absolutamente sobrecarregados”, disse a representante do Unicef em Aleppo, Angela Kearney, à Christina Macfarlane, da CNN, nesta terça-feira (7).
Kearney afirmou que os hospitais estão cheios de pacientes com traumas, ossos quebrados e lacerações, e que algumas pessoas também estão indo ao hospital em busca de ajuda para o trauma mental que sofreram quando o terremoto aconteceu.
Enquanto os hospitais estão funcionando, a tarefa tem sido esmagadora. Descrevendo a cena em Aleppo quando o terremoto ocorreu, Kearney relatou que as crianças que já foram afetadas pela guerra ficaram “perplexas”. “Não sabia o que estava acontecendo”, adicionou.
A representante também pontuou que na manhã de segunda-feira (6), quando o Unicef começou seu trabalho na área, havia sete escolas na cidade de Aleppo que estavam sendo usadas como abrigos.
Na manhã desta terça, o número cresceu para 67 escolas e, atualmente, são quase 200.
“Em todas as escolas parcialmente danificadas, há famílias que deixaram seus apartamentos e casas apenas com seus pijamas”, relatou Kearny.
Ela acrescentou que, embora a ajuda esteja começando a chegar às áreas afetadas, ainda há necessidade de cobertores, alimentos, água potável, cuidados médicos e nutricionais.
Kearny disse ainda que a necessidade de água, saneamento e nutrição é mais urgente. “A ajuda está começando a chegar, mas é esmagadora; as necessidades são muito grandes”, observou.
O governo sírio também está em Aleppo, com autoridades prestando ajuda.