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    Guerra na Ucrânia causou a morte de mais de 950 civis, diz ONU

    Agência das Nações Unidas alerta que o número de vítimas é consideravelmente maior do que o que foi possível registrar

    Vinícius Tadeuda CNN

    De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), quase mil civis foram mortos em decorrência da guerra na Ucrânia. Desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, mais de 2.500 pessoas que não possuem vínculos militares foram vítimas do conflito, de acordo com dados do Escritório do Alto Comissariado ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).

    Ao todo, 2.571 civis foram afetados diretamente pelas ações dos militares, sendo que 977 morreram e 1.594 ficaram feridos. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), ainda revela que ao menos 81 crianças morreram e outras 108 ficaram feridas devido aos bombardeios, trocas de tiro e ataques aéreos na Ucrânia.

    O Escritório da ONU afirma que acredita que os números reais são “consideravelmente maiores, pois o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas batalhas foi adiado e muitos relatórios são ainda pendentes de comprovação”.

    A cidade de Mariupol, por exemplo, que está sob ataque constante das forças russas, é um dos territórios ucranianos que a ONU alega haver “alegações de inúmeras baixas civis”, mas que “os números estão sendo apurados e não estão incluídos nas estatísticas divulgadas”.

    Ao todo, dos 977 que morreram devido à guerra na Ucrânia, 196 são homens, 144 mulheres, 12 são meninas, 27 meninos e outras 42 crianças e 556 adultos não tiveram o sexo identificado.

    Já entre os 1.594 feridos estão incluídos 174 homens, 136 mulheres, 24 meninas e 20 meninos. A ONU diz que o sexo de 64 crianças e 1.176 adultos ainda é desconhecido.

    As regiões de Donetsk e Luhansk, dominadas por rebeldes pró-Rússia e reconhecidas como independentes pelo presidente russo Vladimir Putin, são as que possuem o maior número de vítimas, com 279 civis mortos e 823 feridos.

    A maioria das vítimas civis foram registradas devido ao uso de “armas explosivas com uma ampla área de impacto”, incluindo bombardeios de artilharia pesada e sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, mísseis e ataques aéreos.

    Refugiados

    Cerca de 3,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, informou a agência nas Nações Unidas para refugiados, o Acnur. O número exato divulgado pela organização foi de 3,528,346.

    Deste total, mais de 2 milhões teriam se deslocado para a Polônia, país destino da maioria dos refugiados da guerra.

    A quantidade de civis deslocados em decorrência da guerra é ainda maior, e se somam aos que deixaram o país. A agência de migração da ONU disse que quase 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Ucrânia como resultado direto da guerra, superando suas piores previsões.

    Ataques contra civis

    Um ataque aéreo russo a um shopping center no distrito de Podilskyi, na capital ucraniana Kiev, deixou ao menos oito pessoas mortas no último domingo. Tanto a estrutura do shopping quanto carros estacionados ao redor pegaram fogo após o ataque, afirmou o Serviço de Emergência da Ucrânia, acrescentando que 63 bombeiros trabalharam para extinguir as chamas que atingiram o terceiro e quarto andares do prédio.

    Na última semana, um teatro em Mariupol, na Ucrânia, foi bombardeado por forças russas. A construção exibia no chão, ao lado do prédio, um alerta indicando a presença de crianças no local. O espaço estava sendo usado por centenas de civis para se protegerem dos ataques da Rússia.

    Os ataques militares também atingiram um prédio que abrigava a piscina “Netuno”, utilizada como abrigo, a pouco mais de quatro quilômetros do teatro, de acordo com vídeos compartilhados por uma autoridade local.

    No entanto, o exército ucraniano tem contra atacado na tentativa de recuperar territórios dos russos nos últimos dias. A parte oeste da cidade, que aparentava ser uma posição tomada pelos russos no início da semana, retornou ao controle dos ucranianos.

    Especialistas compreendem que a guerra entrou em uma fase de disparos a distância; isso porque os russos não conseguiram chegar a Kiev, pelo menos não no coração da capital. O subúrbio de Irpin voltou a ter controle ucraniano, segundo afirmou o prefeito local, Oleksandr Markushyn.

    Veja imagens do shopping em Kiev bombardeado por forças russas:

     

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