Funeral da rainha Elizabeth mostra o prestígio do país, diz professor
Cerimônias do funeral da monarca reúnem líderes mundiais em Londres, no Reino Unido
Líderes mundiais chegam à cidade de Londres, no Reino Unido, neste fim de semana para as cerimônias do funeral da rainha Elizabeth II, que acontece a partir da segunda-feira (19).
Em entrevista à CNN neste sábado (17), o professor e especialista em família real Francisco Vieira afirmou que o encontro internacional destaca o prestígio do Reino Unido.
“Essas cerimônias têm sempre essa particularidade que mostra o prestígio de um país quando um soberano como esse morre e conta com a presença de tantos chefes de Estado”, disse Vieira.
“Talvez o soberano da Grã-Bretanha seja o único que consegue reunir essa quantidade de representantes mundiais, que claro é um encontro internacional, isso é seguido de banquetes, almoços, recepções que a gente não tem acesso, mas que o ponto culminante será na Abadia de Westminster, onde vão estar todos lado a lado e que vamos poder ver quem foi ou não”, completa.
O especialista afirma que o rei Charles III conta com experiência em grandes eventos por ter acompanhado a mãe durante tantos anos. “Ele já tem muita experiência nisso. Ele secundou a mãe nos últimos tempos e já fez muitas viagens internacionais estando com chefes de Estado de todo o mundo. Nesse ponto, para ele não tem grande novidade”, explica.
Desafios do chefe de Estado
De acordo com o professor, um dos desafios do novo monarca como chefe de Estado será o alinhamento com os planos traçados pela nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
“Ele vai ter que seguir uma linha que essa nova primeira-ministra agora vai traçar sobre a política internacional e a política interna. Espera-se que o rei Charles cumpra o seu papel como mero representante do governo que está em exercício. Ele é um chefe de Estado e não um chefe de governo”, afirma.
Vieira acrescenta que Charles sempre foi conhecido por expressar suas opiniões políticas, o que também poderá ser um problema na nova função.
“Acho que o grande teste dele talvez seja esse: ele não vai poder dizer o que acha, mas o que o governo que agora acabou de ser empossado traça como linha internacional e interna. Todos os problemas econômicos que a Inglaterra está vivendo atualmente, isso tudo vai depender do que essa nova primeira-ministra traçar. Ele é simplesmente o porta-voz”, conclui.
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Desde quarta-feira (13), milhares de pessoas formaram uma fila pública para ver o caixão da rainha Elizabeth II do lado de fora do Westminster Hall, em Londres, Reino Unido • Rasid Necati Aslim/Anadolu Agency via Getty Images
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Fila para velório da rainha atinge capacidade máxima na sexta-feira (16) • REUTERS/Sarah Meyssonnier
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Após atingir capacidade máxima, fila para ver o caixão de Elizabeth II foi temporariamente fechada • Reuters
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O tempo de espera para ver o caixão da rainha Elizabeth II na sexta (16) era de cerca de 14 horas • Reuters
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As autoridades britânicas estiram que cerca de 750 mil pessoas vejam o caixão antes do funeral de estado da rainha Elizabeth II na segunda-feira (19) • Reuters
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Fila para homenagear rainha Elizabeth passa pela Tower Bridge, em Londres • REUTERS/Alkis Konstantinidis
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Público se junta à fila na margem sul, perto de Lambeth Bridge, enquanto esperam para ver o caixão da rainha Elizabeth II • James Manning/PA Images via Getty Images