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    Funcionários da ONU visitam hospital em Gaza e descrevem local como “zona de morte”

    Grupo passou uma hora dentro do hospital Al-Shifa, no norte do enclave, enquanto aconteciam intensos combates na região

    Jo Shelleyda CNN

    Um grupo de funcionários humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU) visitou o hospital Al-Shifa, no norte de Gaza, no último sábado (18), informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma postagem no X, antigo Twitter.

    O grupo passou uma hora dentro do hospital, no momento em que aconteceram intensos combates nas proximidades da instalação, disse a OMS.

    Os funcionários descreveram o hospital como uma “zona de morte” onde eram evidentes “sinais de bombardeios e tiros”.

    A equipe viu uma vala comum na entrada do hospital e foi informada de que mais de 80 pessoas estavam enterradas lá.

    A OMS citou que vários pacientes morreram nos últimos dois a três dias devido à falta de serviços médicos.

    “Há 25 profissionais de saúde e 291 pacientes restantes em Al-Shifa, com várias mortes de pacientes ocorrendo nos dois a três dias anteriores devido ao fechamento dos serviços médicos”, escreveu.

    E acrescentou: “Os pacientes incluem 32 bebês em estado extremamente crítico, duas pessoas em terapia intensiva sem ventilação e 22 pacientes em diálise cujo acesso ao tratamento que salva-vidas foi gravemente comprometido”.

    Os funcionários e os pacientes que falaram com os funcionários da ONU ficaram “aterrorizados pela sua segurança e saúde”, afirmou a organização. A OMS ainda expressou que “implorou pela evacuação”.

    Segundo a entidade, eles estão “desenvolvendo planos urgentemente” para evacuar funcionários e pacientes para dois hospitais no sul de Gaza.

    “A grande maioria dos pacientes são vítimas de traumas de guerra, incluindo muitos com fraturas e amputações complexas, ferimentos na cabeça, queimaduras, traumas torácicos e abdominais. E 29 pacientes com lesões graves na coluna que não conseguem se mover sem assistência médica.”

    “Muitos pacientes com trauma apresentam feridas gravemente infectadas devido à falta de medidas de controle de infecção no hospital e à indisponibilidade de antibióticos.”

    Veja também: Imagens mostram destruição em maior hospital de Gaza

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