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    Falha técnica interrompe ferrovias na Polônia, importante rota para refugiados da Ucrânia

    Segundo o ministro da Infraestrutura da Polônia, Andrzej Adamczyk, a causa da paralisação ainda está sendo determinada; cerca de 1,5 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia para a Polônia

    Pawel FlorkiewiczKarol BadohalPiotr Lipinskida Reuters

    Rotas ferroviárias pararam de operar em diversos lugares da Polônia nesta quinta-feira (17), interrompendo um importtante meio de transporte para refugiados ucranianos.

    De acordo com o ministro dos Transportes do país, houve uma interrupção do sistema de controle de tráfego, que acabou afetando vários países.

    O ministro da Infraestrutura da Polônia, Andrzej Adamczyk, disse que falhas idênticas nos sistemas de controle de tráfego, que são produzidos por uma unidade da fabricante francesa de trens Alstom, também apareceram na Índia, Cingapura e possivelmente no Paquistão.

    “A causa ainda está sendo determinada”, escreveu Adamczyk no Twitter. “PKP PLK está trabalhando sem parar para minimizar os efeitos da interrupção, que afetou cerca de 80% do tráfego ferroviário na Polônia.”

    O presidente-executivo da Alstom na Polônia, Slawomir Cyza, disse por e-mail que a interrupção resultou de uma falha de codificação de dados.

    “A Alstom está ciente de um erro de formatação de horário que atualmente afeta a disponibilidade da rede ferroviária e, portanto, o transporte ferroviário na Polônia”, disse Cyza, acrescentando que a segurança dos passageiros não foi comprometida e que a empresa implementou um plano para restaurar o tráfego.

    Cerca de 1,5 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia para a Polônia desde que a Rússia lançou sua invasão em 24 de fevereiro. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), três milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o início dos ataques russos.

    Com passagens de trem gratuitas para refugiados, a rede se tornou um meio de transporte fundamental para aqueles que deixam a Ucrânia para ficar com amigos e familiares no país vizinho.

    “Em relação ao transporte de refugiados, que tem sido a principal tarefa da ferrovia nos últimos dias, estamos em plena coordenação do processo junto com o ministério da infraestrutura, na medida do possível”, disse o vice-presidente executivo da empresa responsável pelas linhas férreas da Polônia, a PKP PLK, Miroslaw Skubiszynski, a repórteres nesta quinta.

    Segundo ele, a interrupção do controle de tráfego foi quase nacional, afetando 820 km da linha ferroviária do país.

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