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    EUA: Líder da maioria no Senado de Nova York pede renúncia de governador

    Andrew Cuomo, que governa o estado há uma década, é investigado por alegações de assédio sexual e conduta inadequada

    Lauren de Valle e Gregory Krieg, da CNN

    A líder da maioria no Senado estadual de Nova York, Andrea Stewart-Cousins, pediu a renúncia do governador Andrew Cuomo – um sinal da pressão crescente dos membros de seu próprio partido para que ele se afaste em meio a alegações de assédio sexual e conduta inadequada.

    O governador democrata disse no domingo (7) que não tem planos de renunciar. “Nova York ainda está no meio da pandemia e ainda enfrenta os impactos sociais, de saúde e econômicos dela. Precisamos governar sem distração diária. Para o bem do estado, o governador Cuomo deve renunciar”, disse Stewart-Cousins em uma declaração para a CNN, no domingo.

    “Temos mais alegações sobre assédio sexual, ambiente de trabalho tóxico, perda de credibilidade em torno dos dados sobre Covid-19 nos lares de idosos e questões relacionadas à construção de um grande projeto de infraestrutura”, disse ela.

    A decisão de Stewart-Cousins de se juntar a um número crescente de legisladores democratas estaduais que pressionam Cuomo para renunciar aumentou a pressão sobre o governador, que parece estar perdendo o controle sobre a capital do estado que governa há uma década.

    O movimento também colocará um novo foco nos senadores de Nova York em Washington – Chuck Schumer, líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, e Kirsten Gillibrand –, enquanto a hierarquia democrata do estado considera como responder às persistentes alegações contra o governador.

    O porta-voz da Assembleia de Nova York, Carl Heastie, tuitou no domingo que compartilha o mesmo sentimento de Stewart-Cousins em relação à capacidade do governador de liderar o estado.

    “As alegações em relação ao governador que foram reportadas nas últimas semanas foram profundamente perturbadoras e não têm lugar no governo, no local de trabalho ou em qualquer lugar”, disse Heastie.

    Ele prosseguiu, dizendo: “Temos muitos desafios para enfrentar e acho que é a hora de o governador considerar seriamente se pode atender com eficácia as necessidades do povo de Nova York”.

    Pouco antes de Stewart-Cousins divulgar seu comunicado, Cuomo disse em uma entrevista coletiva que não renunciaria, insistindo novamente que nenhum julgamento deve ser feito antes da conclusão da investigação da procuradora-geral Letitia James sobre as alegações.

    Stewart-Cousins ligou para Cuomo na manhã de domingo (7), menos de uma hora antes dele falar com a imprensa, para informá-lo de que ela não poderia mais apoiá-lo e que planejava pedir sua renúncia, de acordo com uma fonte que soube da conversa.

    Ainda de acordo com a fonte, Cuomo disse à senadora que ela deveria ouvir a entrevista dele para a imprensa – na qual o governador disse aos repórteres que não renunciaria.

    “Há alguns legisladores que sugerem que eu renuncie por causa de acusações que foram feitas contra mim. Fui eleito pelo povo. Não fui eleito por políticos. Não vou renunciar por causa das alegações”, disse Cuomo.

    (Texto traduzido; leia o original em inglês)

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