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    EUA dizem que há entendimento inicial em negociação sobre reféns e cessar-fogo em Gaza

    Netanyahu diz não ter certeza se acordo será adotado nas negociações em andamento

    Camila DeChalusSam Fossumda CNN

    Os negociadores chegaram a um “entendimento” sobre os contornos gerais de um potencial acordo para libertar reféns detidos pelo Hamas em troca de um cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza, disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, à CNN neste domingo (25).

    Uma delegação israelense, incluindo o diretor do Mossad — o serviço de inteligência israelense –, David Barnea, se juntou a negociações com o diretor da CIA — o serviço de inteligência dos Estados Unidos –, Bill Burns, e negociadores egípcios e do Catar, em Paris, na sexta-feira (23).

    O Catar e o Egito servem como intermediários entre o Hamas e Israel, que não conversam diretamente entre si.

    O Hamas ainda não assinou e qualquer possível acordo final ainda estará, no mínimo, a poucos dias de distância, enquanto os negociadores continuam definindo os detalhes reais.

    “Os representantes de Israel, dos Estados Unidos, do Egito e do Catar se reuniram em Paris e chegaram a um entendimento entre os quatro sobre como seriam os contornos básicos de um acordo de reféns para um cessar-fogo temporário”, disse Sullivan a Dana Bash, da CNN.

    “Não vou entrar em detalhes sobre isso, porque ainda está em negociação em termos de definição dos detalhes”, complementou.

    “Serão necessárias discussões indiretas entre o Catar e o Egito com o Hamas, porque, em última análise, eles terão de concordar em libertar os reféns” pontuou.

    Por fim, Sullivan ressaltou que “esse trabalho está em andamento, e esperamos que nos próximos dias possamos chegar a um ponto em que haja realmente um acordo firme e final sobre esta questão. Mas teremos que esperar para ver”.

    Quando pressionado por Bash sobre o quão esperançoso ele estava sobre um possível acordo, Sullivan se recusou a opinar: “Houve muitas idas e vindas. Portanto, não vou fazer previsões e não vou colocar chances percentuais nisso”.

    Em relação ao plano divulgado recentemente pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para a Faixa de Gaza após a guerra, Sullivan destacou que tem “algumas preocupações” com base no que viu na imprensa, mas que espera ser informado por seus colegas israelenses ainda no domingo.

    “Pelo que vi nas reportagens, tenho algumas preocupações”, disse ele à CNN.

    Mais tarde, em entrevista à Fox News Sunday, Sullivan também comentou: “Estou falando com os meus homólogos israelenses hoje mais tarde para ouvir mais, porque eles apareceram na imprensa sem virem ter conosco para falar sobre tudo isto. Então, vou esperar e ver”.

    Netanyahu coloca acordo em dúvida

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua vez, afirmou também neste domingo que ainda não está claro se o acordo será adotado nas negociações em andamento, se recusando a discutir detalhes.

    Ele pontuou, porém, que o Hamas precisa “chegar a uma situação razoável”. A fala foi feita durante entrevista à CBS News.

    Netanyahu acrescentou que se reunirá com autoridades ainda neste domingo para revisar um plano militar duplo que inclui a evacuação de civis palestinos em Gaza e uma operação para destruir os batalhões restantes do Hamas.

    “Se tivermos um acordo, será um pouco adiado, mas acontecerá. Se não tivermos um acordo, faremos isso de qualquer maneira”, comentou durante a entrevista.

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