Em dia sangrento, polícia de Mianmar mata pelo menos dezoito manifestantes
Dezenas de pessoas ficaram feridas
A Polícia de Mianmar matou pelo menos dezoito manifestantes neste domingo (27) e deixou 30 pessoas feridas no dia mais violento desde o golpe militar, em 1º de fevereiro. As informações foram divulgadas pelo escritório de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).
As manifestações contra o governo militar, que derrubou a presidente eleita democraticamente Aung San Suu Kyi, entraram na sua quatra semana. As forças de segurança deram início à uma onda de repressão violenta em diversas cidade de todo o país.

Na maior cidade, Yagon, um manifestante morreu vítima de tiros da polícia, que abriu fogo contra a multidão utilizando munição letal, segundo a Reuters.
De acordo com um médico que falou com a Reuters, mas preferiu não se identificar, a vítima deu entrada no hosptal com uma bala no peito.
No sul do país, três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após a policia atirar durante um protesto na cidade de Dawei. O político local Kyaw Min Htike confirmou que a polícia atirou contra os manifestnate.
Foi maior número de baixas em um dia. Apolícia e o porta-voz do conselho militar governante não responderam às ligações com pedidos de comentário.
Vídeos publicados nas redes sociais flagraram a escalada de confrontos entre as forças de segurança. Nas filmages fitas em Hledan, distrito de Yangon, foi possível ouvir os disparos.