Colômbia alerta para casos de COVID-19 em prisões e comércios de alimentos
Presidiários se queixam da falta de condições sanitárias nas cadeias do país


Já são 109 os infectados com o novo coronavírus na penitenciária de Villavicencio, localizada em Meta, região central da Colômbia. O prefeito Felipe Harman divulgou o número nessa quinta-feira (23) à imprensa local, elevando a preocupação das autoridades sanitárias e governamentais com o aumento de casos da doença entre a população carcerária.
Harman pediu ao Instituto Nacional de Saúde que faça testes o quanto antes nos 1.779 presidiários da cidade. Segundo o prefeito, as prisões estão superlotadas em mais de 80%.
Na semana passada, o Ministério da Justiça emitiu um decreto que permite a libertação de 5 mil a 7 mil presos em todo o país. Para isso, eles devem cumprir certos requisitos, como ter mais de 60 anos de idade, ser gestante, ter doenças graves ou estar a menos de 3 anos do fim do cumprimento da pena.
Condições sanitárias
Muitos presidiários se queixam da demora para aplicar a medida e da falta de condições sanitárias nas cadeias. Outros dois casos confirmados de COVID-19 foram registrados na penitenciária de La Picota, em Bogotá, de acordo com o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec).
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No dia 21 de março, 23 presos morreram na penitenciária de La Modelo, também na capital colombiana, após uma tentativa de motim por parte de um grupo que exigia melhores condições de segurança e limpeza diante da pandemia.
Depois disso, presos de várias unidades, incluindo Villavicencio e La Modelo, anunciaram greve de fome para que suas exigências sejam atendidas.
A Secretaria de Saúde de Bogotá confirmou 45 casos positivos do novo coronavírus entre pacientes e funcionários da área da saúde na clínica psiquiátrica Nuestra Señora de La Paz. Em pouco tempo, foram colocados em prática os protocolos de biossegurança para isolar os infectados e proteger a saúde dos demais. As autoridades seguem investigando a origem da contaminação.
Casos em comércios de alimentos
O secretário de governo de Bogotá, Luis Ernesto Gómez, disse que foram registrados sete casos positivos da doença em Corabastos, principal central de abastecimento de alimentos da cidade.
A situação foi resolvida rapidamente por funcionários de limpeza e policiais, que desinfetaram os dois locais. Durante o fim de semana, a distribuição de alimentos na central será suspensa por várias horas para uma limpeza total do lugar.
Situação similar ocorreu na central varejista da cidade de Medellín. O prefeito Daniel Quintero confirmou que o local foi fechado no dia 14 de abril, quando se começou a identificar trabalhadores infectados no comércio de alimentos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde da Colômbia, o país registrou, até quinta, 4.561 casos de COVID-19 e 215 mortes.