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    Bolsonaro diz que telefonema para Zelensky nesta segunda será “segredo de Estado”

    Presidente informa que apenas o ministro de Relações Exteriores e um intérprete devem participar da conversa com líder ucraniano e que dará opinião sobre conflito com a Rússia

    Pedro Zanattada CNN em São Paulo

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem uma conversa por telefone marcada com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta segunda-feira (18). Em entrevista a jornalistas neste domingo (17), Bolsonaro falou de sua expectativa para a ligação.

    “Eu não sei o que ele vai falar comigo, o Zelensky, né? Mas eu pretendo falar para ele o que que eu acho, né? E se perguntar para mim alguma coisa, onde podemos colaborar, eu vou dar a minha opinião, já que só vou dar se ele pedir.”

    “Isso não pode vazar, é segredo de Estado, assim como a minha conversa com o (presidente russo, Vladimir) Putin, levou três horas, falamos muita coisa”, acrescentou.

    O presidente disse que o contato deve ser acompanhado apenas pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, e um intérprete. Sobre o teor da conversa, Bolsonaro afirmou que não sabe ao certo o que o presidente ucraniano planeja.

    Encontro do Mercosul

    Na quinta-feira (14), Bolsonaro afirmou à CNN que não irá ao encontro do Mercosul, previsto para esta semana em Assunção, no Paraguai.

    Questionado neste domingo sobre o tema, Bolsonaro afirmou que “tudo pode mudar”. “Estão tentando me convencer, está quase uma avalanche de pessoas com argumentos, é um bate e volta”.

    O presidente antecipou que a decisão deve ser tomada ainda nesta segunda-feira (18). “Eu já tinha que ter batido (o martelo), porque tem um escalão de segurança que vai na frente. Onde se gasta o cartão corporativo bastante. Pretendo bater o martelo amanhã (segunda).”

    Por fim, Bolsonaro disse que o impeditivo para a viagem seriam os “problemas que tem para resolver” no Brasil. “Estou propenso a não ir, mas posso ir”.

    Além disso, aproveitou para elogiar o país anfitrião do encontro. “O Paraguai é um país, um dos poucos aqui da América do Sul, que não é vermelho ainda. Eu tenho uma consideração muito grande pelo ‘Marito’ [Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai], já o visitei algumas vezes”, concluiu o presidente.

    A próxima cúpula semestral entre os chefes de Estado do Mercosul será realizada em Assunção entre os dias 20 e 21 de julho. A presidência rotativa do bloco é exercida atualmente pelo Paraguai, responsável por organizar a agenda do encontro.

    * Com informações de Teo Cury, da CNN