Diretor do principal hospital oncológico de Gaza diz à CNN que Israel atacou e danificou unidade
Governo turco, que financiou a estrutura, disse que nada explica o golpe, já que havia passado as coordenadas da instituição em questão anteriormente para Israel


Um ataque israelense danificou o Hospital da Amizade Turco-Palestina, o principal hospital de câncer de Gaza, disse o diretor da unidade, Sobhi Skaik, à CNN nesta segunda-feira (30).
O prédio sofreu um impacto direto no terceiro andar, disse Skaik, causando danos ao oxigênio e ao abastecimento de água, mas não houve feridos entre as pessoas que estavam lá dentro.
Um vídeo que circulou nas redes sociais e foi geolocalizado pela CNN mostrou fumaça saindo do prédio central do hospital.
“O dano mais grave é a ansiedade e o pânico que afligem os pacientes”, disse Skaik. “Hoje, houve pessoas que fugiram do hospital por causa do que viram.”
A CNN pediu comentários aos militares israelenses, mas não obteve retorno até o momento.
O hospital, localizado a sul da Cidade de Gaza, foi financiado pelo governo turco, que expressou a sua indignação com o ataque em um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“Não há explicação para tal ataque, embora todas as informações necessárias, incluindo as coordenadas da instituição em questão, tenham sido partilhadas antecipadamente com as autoridades israelenses”, disseram responsáveis em Ancara, capital da Turquia.
O diretor Skaik disse que 200 pessoas trabalhavam no hospital, tratando milhares de pacientes de toda a região todos os anos. Ele também defendeu que a comunidade internacional precisa fazer mais para proteger os mais necessitados.
“Esperamos que um paciente com câncer não morra em uma cama de hospital como resultado de ataques aéreos”, disse ele.
Segundo hospital atingido em Beit Lahiya
Separadamente, o Dr. Ateh Al Kahlout, diretor do Hospital Indonésio em Beit Lahiya, disse à CNN que o prédio e suas imediações foram bombardeados quatro vezes ao longo do dia.
O hospital fica no canto nordeste da Faixa de Gaza, que tem sido alvo de alguns dos ataques israelenses mais prolongados desde 7 de outubro.
Autoridades de saúde relataram anteriormente que equipes médicas não conseguiram entrar ou sair do prédio devido a danos causados por ataques aéreos.
O hospital continua funcionando abaixo da capacidade total, disse Al Kahlout à CNN, ao mesmo tempo que continua fornecendo abrigo a milhares de pessoas deslocadas.