Anexação de território levará a escalada da guerra, diz organização da Europa
Organização para a Segurança e Cooperação europeia condenou as ações do presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia


A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa condenou nesta sexta-feira (30) a anexação ilegal do território ucraniano pela Rússia, chamando-a de “violação flagrante das regras fundamentais do direito internacional, dos princípios da OSCE e da Carta da Organização das Nações Unidas”.
A Rússia é um dos 57 estados participantes da OSCE, que até o início deste ano realizava uma missão de monitoramento no leste da Ucrânia.
A ação “inaceitável” do presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira “eviscera o princípio da integridade territorial, que está no centro dos princípios fundadores da OSCE e da ordem internacional”, dizia o comunicado.
“Esta ação da Federação Russa, que inclui mobilização militar e ameaças nucleares irresponsáveis, só levará a uma maior escalada de conflitos, colocando mais milhões de vidas em risco e causando mais sofrimento humano sem sentido”, afirmou.
A declaração da OSCE de sexta-feira foi assinada pelo presidente em exercício da OSCE e ministro das Relações Exteriores da Polônia, Zbigniew Rau, pela presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE, Margareta Cederfelt, pela secretária-geral da OSCE, Helga Maria Schmid, e pelo secretário-geral da Assembleia Parlamentar da OSCE, Roberto Montella.
Putin assina anexação de quatro territórios
Putin assinou a anexação de quatro regiões do território ucraniano à Rússia nesta sexta-fera. O movimento intensifica a guerra que já perdura há sete meses e dá início a uma nova imprevisível fase do confronto.
Moscou declara que as regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, em grande parte ou parcialmente ocupadas por forças russas ou apoiadas pela Rússia, fazem parte da Rússia.
“Existem quatro novas regiões russas”, disse Putin durante a cerimônia feita para a anexação. “As pessoas que vivem nessas quatro regiões estão se tornando nossos cidadãos para sempre”, acrescentou.
A região equivale a praticamente um quinto da Ucrânia. O movimento de Putin aconteceu em uma cerimônia especial no Kremlin, na capital russa de Moscou.