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    Acordo de minerais com Ucrânia será assinado em breve, diz Trump

    Presidente Volodymyr Zelensky recusou primeira proposta, que exigia US$ 500 bilhões em recursos

    Maureen Chowdhuryda CNN

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (24) que um acordo sobre minerais com a Ucrânia está quase completo e será assinado em breve.

    Trump respondeu a perguntas de repórteres após uma reunião com seu gabinete e afirmou que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ressaltou a ele que um “acordo sobre [minerais de] terras raras está quase concluído”.

    Questionado se assinaria o entendimento nesta segunda, Trump respondeu: “Não. Assinaremos em breve. Será assinado muito em breve”.

    Esse acordo foi o que levou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca no mês passado, mas não foi assinado após o bate-boca com Trump e o vice-presidente JD Vance.

    Os EUA inicialmente exigiram US$ 500 bilhões dos minerais de terras raras e outros minerais da Ucrânia em troca da ajuda que o país já havia fornecido a Kiev.

    Mas Zelensky rejeitou essa ideia, dizendo que concordar com isso equivaleria a “vender” seu país. Trump posteriormente chamou o líder ucraniano de “ditador”.

    Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

    A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin.

    Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.

    Em outubro de 2024, após milhares de mortos, a guerra na Ucrânia entrou no que analistas descrevem como o momento mais perigoso até agora.

    As tensões se elevaram quando o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o uso de um míssil hipersônico de alcance intermediário durante um ataque em solo ucraniano. O projétil carregou ogivas convencionais, mas é capaz de levar material nuclear.

    O lançamento aconteceu após a Ucrânia fazer uma ofensiva dentro do território russo usando armamentos fabricados por potências ocidentais, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.

    A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia. Moscou e Pyongyang não negam, nem confirmam o relato.

    O presidente Vladimir Putin, que substituiu seu ministro da Defesa em maio, disse que as forças russas estão avançando muito mais efetivamente – e que a Rússia alcançará todos os seus objetivos na Ucrânia, embora ele não tenha dado detalhes.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que os principais objetivos de Putin são ocupar toda a região de Donbass, abrangendo as regiões de Donetsk e Luhansk, e expulsar as tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, das quais controlam partes desde agosto.

    *Ivana Kottasová, da CNN, contribuiu para esta reportagem

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