
Boxe pode ficar fora da Olimpíada de Los Angeles; entenda
Federações precisarão fazer parte do organismo global de boxe reconhecido pelo COI


Boxeadores cujas federações nacionais não fazem parte do organismo global de boxe provisoriamente reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) podem ficar de fora dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, caso o esporte seja incluído no evento, alertou o presidente do COI, Thomas Bach, nesta sexta-feira (7 de março).
“Teremos, nas próximas duas semanas, uma reunião da Comissão do Programa Olímpico. E então, essa comissão fará uma proposta para o programa em Los Angeles. E, dependendo da proposta deles, isso levaria a uma votação na sessão do COI sobre a inclusão do boxe no programa olímpico de Los Angeles. E então é muito claro, você sabe, apenas os COEs (Comitês Olímpicos Nacionais) podem indicar seus boxeadores, podem indicar atletas para os Jogos Olímpicos. E lá, eles terão que se referir às federações, às suas federações membros, que devem ser reconhecidas pelo COI”, disse.
No mês passado, o COI concedeu o reconhecimento provisório à World Boxing, um passo importante para a inclusão do esporte nas Olimpíadas de 2028.
A competição de boxe nos Jogos de Paris 2024 será organizada pelo COI, após este ter retirado o reconhecimento da Associação Internacional de Boxe (AIBA) em 2023, devido à falta de reformas em governança e finanças por parte da entidade.
Embora ainda não tenha incluído o boxe no programa de Los Angeles 2028, o COI tem pressionado as federações nacionais de boxe a formar um novo organismo global. A World Boxing, que conta com cerca de 80 membros, foi fundada em 2023.
Bach também abordou a dinâmica de poder dentro do COI e explicou, de forma franca, sua decisão de não se candidatar à reeleição para um novo mandato como presidente da entidade.
“Com essa paixão pelo esporte e pelos atletas, você enfrenta os problemas, os desafios e aproveita as oportunidades. É por isso que, você sabe, eu aproveitava cada dia, apesar de todos os desafios. E é também por isso que, você sabe, esses são desafios que podem surgir, mas há muitas mais oportunidades nesses desafios, como eu disse, e isso não influencia as considerações sobre minha decisão de não buscar um novo mandato”