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    Taylor Swift no Brasil e o retorno da nostálgica pulseira da amizade entre fãs

    Desde o anúncio dos shows de Taylor Swift no Brasil, fãs se mobilizam para o troca-troca de pulseiras da amizade, item nostálgico dos anos 2000

    Caroline Ferreiracolaboração para a CNN , São Paulo

    Essa é para os swifties de plantão! Desde a última sexta-feira (2), quando Taylor Swift finalmente anunciou sua passagem pelo Brasil em novembro deste ano, o fandom brasileiro tem alguns objetivos pela frente.

    Muito além de conseguir o disputado ingresso, enfrentar filas quilométricas ou aproveitar o show da “The Eras Tour”, uma das metas é fazer a sua pulseira da amizade e trocar com outros fãs.

    Bem coloridas, cheias de miçangas com iniciais palavras, estrelas e corações fofos, as famosas pulseiras da amizade são marca registrada entre os fãs da cantora. Além de celebrar o momento, a ideia é guardar uma recordação bonita de um momento que, para eles, é muito especial.

    “Consiste em confeccionar pulseiras temáticas da Taylor, levá-las ao show e trocá-las com outras pessoas que também fizeram pulseiras”, diz uma internauta no Twitter, explicando o conceito em um post que atingiu mais de 1,5 milhões de visualizações.

    https://twitter.com/meIIofiore/status/1665007048889712643

    De onde surgiu a ideia de trocar pulseiras?

    O pontapé inicial se deu ainda em 2019, com o lançamento da canção “You need to calm down”. No single, Taylor traz uma letra divertida, com referências às mensagens machistas e homofóbicas que costuma ler nas redes sociais.

    A música, que faz parte do álbum “Lover”, é quase como uma resposta aos haters. “Se estressar e ficar obcecado por outra pessoa não é divertido”, diz ela em um dos trechos da canção.

    Aproveitando dos visuais com a estética colorida, Taylor também fez pontuações políticas.

    “Você é alguém que não conhecemos, mas está perseguindo meus amigos com um míssil. Por que você está bravo quando poderia estar feliz?”, canta ela usando a sigla GLAAD em homenagem a uma organização norte-americana que luta em prol da comunidade LGBTQIA+.

    https://www.tiktok.com/@rhinestonecowgirl69/video/7238657174350679338?q=troca%20de%20pulseiras%20no%20show%20da%20taylor&t=1685988194486

    “Foi basicamente a partir disso que os fãs tiveram a ideia de confeccionar, por conta própria, as pulseiras da amizade para trocar com outros fãs, especialmente em shows. Todo mundo pode usar a criatividade e colocar os  nomes das músicas, álbuns e outras referências que nos lembrem dela e suas mensagens”, explica à CNN a estudante Raylene Elane, de 19 anos.

    Já em outubro de 2022, com o lançamento da música “You’re your own kid”, quando a artista usou a canção para falar sobre os mais diversos sentimentos, incluindo a ideia de que você pode ser a sua melhor companhia, a confecção das pulseiras foi reforçada.

    “Essa marca ficou ainda mais forte no ano passado. Nessa letra em específico, ela nos incentiva a compartilhar os bons momentos e guardar as memórias felizes. É isso que a Taylor fala, momentos ruins passam, mas as memórias felizes ficam por toda a vida e, com essas pulseirinhas, isso ficará eternizado”, acrescenta a estudante Vitória Bocchini, de 18 anos.

    @ashleypaigenicholson

    this is so fun 😭 #swifttok #swiftie #taylorswift #tstheerastour #theerastour #glendaletstheerastour @taylorswift @taylornation

    ♬ original sound – ashleypaigenicholson

    No Twitter e no TikTok, fãs brasileiros já estão em campanha para que o troca-troca de pulseiras seja um grande ato por aqui.

    https://www.tiktok.com/@ananaps_/video/7240173565117467909?q=troca%20de%20pulseiras%20no%20show%20da%20taylor&t=1685988194486

    https://twitter.com/mladyannie/status/1664736486124666881

    https://twitter.com/i4womans/status/1665465050943897601

    Comeback de nostalgias é um brinde à geração Z

    Além das pulseiras de miçangas, que marcou a geração dos anos 2000, outras tendências visuais também pipocam entre a geração Z, especialmente entre as fashionistas de plantão, como é o caso da cintura baixa, boina, brilhos e óculos escuros, característicos da moda Y2K (year 2000 ou, em português, anos 2000).

    Quando o assunto é comportamento, o que bombou em décadas anteriores também costuma fazer sucesso entre os jovens. E foi assim que as câmeras digitais integraram o ranking de “hits da vez”.

    Para se ter ideia, a hashtag #digitalcamera no TikTok já acumula mais de 560 milhões de visualizações. Famosas como Hailey Bieber e Charlie D’Amelio são usuárias do item. Já em solo brasileiro, Rafa Kalimann e Bruna Marquezine também fazem questão de compartilhar seus cliques com o ar retrô.

    @nadish_life

    ✨My new Hobby✨ #photographer#digitalcamera#digitalphotography#digiclub#digicam#62digiclub#cutecamera#cutecam#camcover#samsungcamera#samsungcam#цифроваякамера#самсунг#cutecamcorder#oldcamera#oldcameras#fyp#aestheticaesthetic#эстетика#fypシ#рек #врек

    ♬ gay girls in love – kali ⋆౨ৎ˚

    Os motivos por tamanha adoração ainda podem variar. Para alguns, é justamente a sensação de nostalgia e simplicidade, enquanto outros apostam no cult e asthetic em seus perfis cheio de clima vintage.

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