Longe do cinema, Meg Ryan completa 60 anos; relembre seus filmes
Estrela nos anos 1980 e 1990, atriz se cansou do título "Queridinha da América" e sumiu durante anos. Para quem está com saudade, veja galeria com os títulos que marcaram sua carreira


A extensa e marcante filmografia construída ao longo dos anos 1980 e 1990 levou Meg Ryan a conquistar a fama de “rainha da comédia romântica”. Há muito tempo distante de Hollywood, a atriz faz 60 anos nesta sexta-feira (19). Evitou os holofotes durante anos, quando se concentrou na sua vida pessoal e na relação com os filhos, Jack Quaid (29), do casamento com o ator Dennis Quaid, e Daisy True Ryan (17), adotada pela atriz em 2005.
No entanto, é possível saber de Meg em seu perfil no Instagram, onde eventualmente publica fotos, e em raras aparições públicas, como no baile de gala da amfAR, um evento beneficente da Fundação para a Pesquisa da AIDS, que aconteceu em novembro, em Nova York.
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O distanciamento de Meg Ryan de Hollywood resultou de um longo processo de desconforto da atriz com as implicações do rótulo de “America’s Sweetheart” (Queridinha da América, em tradução livre). Por seu sucesso em filmes de comédia romântica no início da carreira, Meg teve pouca aceitação da crítica e do público ao interpretar personagens que fugissem do arquétipo de boa moça.
Ainda em 2009, em entrevista à revista americana Instyle, Meg declarou: “Eu entendi que era um elogio por ser adorável. Mas eu também senti que estavam projetando sobre mim ideias que não tinham nada a ver comigo. Eu nunca me senti uma pessoa muito convencional”.
Já em entrevista à New York Times Magazine, em 2019, Meg falou sobre a participação no filme “Em Carne Viva” (2003), um thriller com cenas de sexo e nudez que gerou polêmica e fortes críticas à atriz. Para ela, o papel interpretado na produção foi um ponto de virada em sua carreira que a levou a se afastar de Hollywood. “Acho que o sentimento foi mútuo. Quando eu cansei, eles também cansaram, provavelmente”, afirmou.
Em 2015, Meg Ryan fez sua estreia na direção com o drama “Ithaca”, adaptação do romance “The Human Comedy” (1943), de William Saroyan. Na produção, ela também atuou ao lado de Tom Hanks e do filho Jack Quaid.
Está com saudade de ver Meg Ryan na telinha? Relembre abaixo alguns dos filmes mais marcantes de sua carreira:
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Top Gun (1986): No terceiro filme de sua carreira, Meg Ryan interpretou Carole Bradshaw, esposa do melhor amigo do protagonista. O papel secundário não foi empecilho para que a atriz se destacasse por seu carisma e energia nas cenas divididas com Tom Cruise e Kelly McGillis. Aos 24 anos, Meg estava apenas começando a revelar seu potencial. • Reprodução
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Harry e Sally - Feitos um para o outro (1989): Dirigida por Rob Reiner, esta é uma das comédias românticas mais lembradas de todos os tempos e também o marco do sucesso de Meg Ryan, que interpreta a protagonista Sally ao lado do ator Billy Crystal (Harry). O enredo acompanha os dois personagens que, após uma carona de Chicago a Nova York, passam a década seguinte se relacionando em encontros esporádicos, criando um vínculo que circula entre amizade e romance. Uma das cenas mais célebres da carreira de Meg é deste filme, quando a personagem Sally finge um orgasmo em um restaurante lotado para provar a Harry que uma mulher consegue enganar um homem na cama. • Reprodução
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Joe contra o Vulcão (1990): O filme de John Patrick Shanley inaugura a parceria entre Meg Ryan e Tom Hanks, que posteriormente tornou-se um clássico do cinema norte-americano. Esta, aliás, foi a estreia de Shanley como diretor. Acreditando estar próximo da morte, Joe (Tom Hanks) aceita uma proposta inescrupolosa: viajar para uma ilha no Pacífico e se jogar no interior de um vulcão. Meg Ryan interpreta três personagens que levam o protagonista a refletir sobre a própria vida e a perspectiva da morte. A obra cinematográfica não fez muito sucesso em termos de bilheteria e é considerada um filme cult. • Reprodução
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Sintonia do Amor (1993): Inspirado no filme An Affair to Remember (1957), do cineasta Leo McCarey, Sintonia do Amor conta a história de um casal que se apaixona à distância através de um anúncio em um programa de rádio. Sam Baldwin (Tom Hanks) e Annie Reed (Meg Ryan) só se encontram na cena final do filme, uma proposta ousada que aposta no carisma e na química dos atores - que, é claro, não deixa nada a desejar. A produção foi dirigida por Nora Ephron. • Reprodução
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Cidade dos Anjos (1998): Adaptação do clássico Asas do Desejo (1988), de Wim Wenders, Cidade dos Anjos (Brad Silberling) tem Meg Ryan no papel de Maggie, uma médica de Los Angeles que lida com o sofrimento de ter perdido um paciente na mesa de cirurgia. Seth (Nicolas Cage) é um anjo que cuida da população da cidade, sem poder, no entanto, interagir com os mortais. Ele passa a acompanhar Maggie em sua dor e cria um vínculo com ela que o leva a cogitar a vida como mero mortal para poder viver esse amor. • Reprodução
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Mensagem para Você (1998): Aqui, Meg Ryan é Kathleen Kelly, proprietária de uma pequena livraria que começa a se corresponder via internet com um desconhecido: Joe Fox (Tom Hanks), proprietário e responsável pela abertura recente de uma mega-livraria que pode acabar com o negócio de Kathleen. É o filme mais famoso em que Meg Ryan e Tom Hanks formam par romântico, já bastante afinados pelas experiências de filmes anteriores. A obra foi adaptada da produção The Shop Around the Corner (1940), de Ernst Lubitsch - que, por sua vez, baseou-se na peça de teatro húngara Parfumerie (1937), de Miklós László. • Reprodução
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Em Carne Viva (2003): Um dos últimos filmes protagonizados por Meg Ryan, Em Carne Viva deslocou Meg Ryan do papel da boa moça em comédias românticas. No thriller de atmosfera erótica, ela interpreta Frannie, uma professora de colégio de personalidade introvertida, que se envolve em um affair com um detetive de polícia, James (Mark Ruffalo). O filme foi dirigido por Jane Campion e produzido por Nicole Kidman. • Reprodução