Ex-BBB Sarah Aline revela detalhes de relacionamento abusivo: “Alerta”
Participante do BBB 23 publicou relato contando últimos acontecimento do namoro com o apresentador Rhudson Victor


A ex-BBB Sarah Aline, que foi acusada de traição pelo ex-namorado, Rhudson Victor, se manifestou na noite desta sexta-feira (17) em suas redes sociais. Em um longo relato, ela diz ter passado por um relacionamento abusivo.
Ao iniciar a publicação, Sarah Aline escreveu: “É fundamental reconhecer os sinais do abuso e romper este ciclo o quanto antes”.
A ex-BBB disse que o ex-namorado invadiu sua privacidade antes de acusá-la de traição. Ao explicar a situação, Sarah Aline afirmou que foi manipulada, mas que conseguiu romper o relacionamento.
“Fui acolhida pela minha família, pelos meus amigos e por pessoas que têm carinho por mim, conversei com a minha psicóloga hoje pela manhã e alinhei meus pensamentos no sentido de entender o que posso fazer para proporcionar o meu bem-estar, indo além de todas essas mentiras”.
Ela contou que, no dia do término do namoro, Rhudson invadiu uma conversa dela com um amigo no Instagram e viu uma resposta dela a uma “mensagem expirada”, o que é comum para a rede social, mas o ex-namorado interpretou a resposta “me bota [no grupo]” com uma conotação sexual.
“Ele não queria ouvir, mas conforme eu falava, foi mudando o discurso, dizendo que o que eu tinha traído era a confiança dele. Ao mesmo tempo, ele dizia que jamais ditaria com quem eu deveria conversar, mas ainda assim me acusava de manter a amizade. Isso é extremamente abusivo e contraditório. Ele ficou muito bravo e saiu da minha casa chutando as coisas dele pelo corredor. Ele tinha um computador, roupas e várias coisas aqui. Chutou tudo pelo caminho, eu tenho registrado. Depois de uns 8 minutos, estava extremamente assustada e acompanhei pelas câmeras ele voltando para a minha casa. Liguei para a minha mãe pedindo que ela viesse, porque fiquei com muito receio dele voltar.”
A CNN entrou em contato com Rhudson Lima para comentar o assunto, mas não recebeu resposta até o momento. Assim que ele responder, este texto será atualizado.
Leia o desabafo na íntegra:
É fundamental reconhecer os sinais de abuso e romper este ciclo o quanto antes.
O meu relacionamento durou apenas 3 meses. O que marca ainda mais o fato de que, em 3 meses, uma relação não tinha que caminhar para esse desfecho. Por isso, sinto que eu preciso falar sobre tudo que aconteceu e esclarecer essas questões. No último sábado (11), eu estava no meu terreiro, na minha casa de candomblé, em uma função. Lá não tem sinal. Era um momento de iniciação do ano e foram dois dias que eu fiquei lá, sem sinal e sem contato. O Rhudson estava na minha casa, como sempre esteve. Ele ficava muito tempo na minha casa porque tinha diversas dificuldades financeiras. E, no meu relacionamento, eu nunca tive problema em dividir meu espaço ou meu amor com a pessoa que estou me relacionando. Enquanto estava lá sozinha, ele abriu meu computador sem o meu consentimento, leu minhas mensagens no WhatsApp e no Instagram, e me mandou mensagens enquanto eu estava sem sinal.
Ao sair da roça, já na madrugada de domingo (12), vi as mensagens pedindo para eu ir para casa. Quando cheguei, ele já estava lá embaixo esperando e falou: ‘A gente precisa conversar, vamos subir’. Quando subimos, ele pediu meu celular. Eu perguntei por quê. Ele insistiu: ‘Se você não tem nada a esconder, me dá o seu celular.’ Eu mostrei e ele tomou da minha mão, desbloqueou e foi direto em uma conversa do Instagram com um amigo meu. Então ele disse: ‘Eu li todas as suas mensagens enquanto você estava lá. Peguei seu computador porque queria ver um vídeo.’ Isso era mentira, porque ele podia ver no celular ou no computador dele, que estavam na minha casa. Ele leu minhas conversas com um amigo, alguém que nunca gostou. Quando começamos a ficar, o Rhudson perguntou se eu e esse amigo tínhamos alguma coisa, porque ele não queria estar envolvido em um triângulo amoroso, e eu falei que não, que nós éramos realmente amigos. Ele ficou meio conflituoso dentro de si, mas agradeceu pela minha sinceridade e seguimos a vida.
No dia do nosso término, ele abriu o chat com esse mesmo amigo e viu a última mensagem que eu tinha mandado no Instagram, que era uma resposta de um Story sobre um grupo de comentaristas do BBB que ele estava participando no WhatsApp, com a legenda: ‘Feliz ano novo, gente’. Todos os meus amigos estavam no grupo e eu mandei: ‘Me bota’ e ele me adicionou lá. Quando uma pessoa responde o Story de outra no Instagram, ele expira e fica só a mensagem isolada. O Rhudson olhou as mensagens pela perspectiva dele e interpretou de uma forma completamente errada, levando para uma conotação sexual, o que é extremamente contraditório. Para o meu amigo, o print aparecia completo, mostrando que era apenas uma fala sobre o grupo de Big Brother.
Ele não queria ouvir, mas conforme eu falava, foi mudando o discurso, dizendo que o que eu tinha traído era a confiança dele. Ao mesmo tempo, ele dizia que jamais ditaria com quem eu deveria conversar, mas ainda assim me acusava de manter a amizade. Isso é extremamente abusivo e contraditório. Ele ficou muito bravo e saiu da minha casa chutando as coisas dele pelo corredor. Ele tinha um computador, roupas e várias coisas aqui. Chutou tudo pelo caminho, eu tenho registrado. Depois de uns 8 minutos, estava extremamente assustada e acompanhei pelas câmeras ele voltando para a minha casa. Liguei para a minha mãe pedindo que ela viesse, porque fiquei com muito receio dele voltar.
Vi que ele estava subindo pelo elevador e tirei as pilhas da minha maçaneta eletrônica, porque ele sabia a senha. Nesse meio tempo, ele tocou a campainha e disse: ‘Abre aqui’. Eu respondi: ‘Calma, estou falando com a minha mãe’. Então, ele falou: ‘Esqueci a minha escova de dente’. Nesse momento, cometi o erro que realmente queria não ter cometido: abri a porta para ele novamente. Quando abri, ele pediu: ‘Você pode me dar um abraço?’. Por mais que isso seja extremamente controlador — e sabemos que em relações abusivas há esse ciclo de abuso psicológico seguido de um comportamento mais calmo, como se a pessoa quisesse absorver a situação —, esse tipo de atitude não é incomum no comportamento do Rhudson. Ele sempre se sentia perseguido de forma absurda por qualquer pessoa ao seu redor. Ele me pediu esse abraço enquanto eu chorava e falava: ‘Eu não fiz isso. Você invadiu a minha privacidade, eu não fiz isso.’
Logo depois, minha mãe chegou, subiu, olhou para mim e perguntou o que havia acontecido. Ele relatou, na frente dela, que tinha invadido a minha privacidade sem o meu consentimento. Nesse momento, o discurso dele mudou. Ele disse que estava desconfiado, porque me viu assistindo um vídeo de um amigo no Instagram. Porém, ao invés de falar comigo ou perguntar sobre o que o incomodava, ele decidiu acessar as minhas redes sociais e me acusar de coisas que não eram verdadeiras. Minha mãe ficou completamente desorientada, ela tentou conversar com a gente e disse que algo assim não deveria acontecer em um relacionamento de apenas 3 meses. Ela também tentou me acalmar e falou: ‘Filha, por favor, só deixa ele ir embora. Isso não é para você’. Eu estava muito paralisada, quando você é refém de uma situação, além de amar muito a pessoa, acaba tentando entender todas as condições que vêm com ela. Eu estava triste, mas respondi: ‘Tá bom, mãe, ele vai embora’. Depois que ela saiu, ele me disse que não iria embora, porque não tinha para onde ir.
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