Cantora Sinéad O’Connor morre aos 56 anos
Causa da morte não foi informada; artista ficou marcada após "Nothing Compares 2 U", que alcançou o primeiro lugar em 1990
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Cantora Sinéad O'Connor durante o clipe da música Nothing Compares 2U, em 1990 • Reprodução/Youtube (Sinéad O'Connor)
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Sinéad O'Connor morreu aos 56 anos • Reprodução/Instagram
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Sinéad O'Connor durante show na Tunísia • 4/4/2013 REUTERS/Zoubeir Souissi
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Cantora Sinéad O'Connor se apresenta no show "Here But I'm Gone: A 70th Birthday Tribute to Curtis Mayfield" no Avery Fisher Hall, em 2012 • Photo by Mike Coppola/Getty Images
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Sinéad O'Connor morreu aos 56 anos • Getty Images
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Sinéad O'Connor no palco do Olympic Ballroom, em 1988 • Photo by Independent News and Media/Getty Images
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Sinéad O'Connor se apresenta no Dia 2 do Bestival, no Robin Hill Country Park, em 6 de setembro de 2013 • Photo by Caitlin Mogridge/Getty Images
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A cantora e compositora Sinéad O'Oconnor se apresenta no Riverfest em St. Paul, Minnesota, em 1º de agosto de 1990 • Photo by Jim Steinfeldt/Michael Ochs Archives/Getty Images
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Sinéad O'Connor se apresenta no festival Torhout/Werchter em Torhout, Bélgica, em 7 de julho de 1990 • Photo by Frans Schellekens/Redferns
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A cantora irlandesa Sinéad O’Connor, de 56 anos, morreu, de acordo com a RTE, a emissora pública da Irlanda. A causa da morte não foi divulgada.
A notícia do falecimento foi confirmada pela RTE, que compartilhou um comunicado da família.
“É com muita tristeza que anunciamos o falecimento de nossa amada Sinéad. Sua família e amigos estão devastados e pediram privacidade neste momento tão difícil”.
Seu primeiro álbum, “The Lion and the Cobra”, foi lançado com aclamação da crítica em 1987, mas foi o segundo álbum de O’Connor, “I Do Not Want What I Haven’t Got”, que a destacou como uma artista reconhecida.
Sua interpretação da música de Prince, “Nothing Compares 2 U”, alcançou o primeiro lugar em 1990, impulsionada pelo videoclipe que apresentava O’Connor com cabelo curto e gola escura.
A canção foi indicada para vários Grammys e rendeu a O’Connor as vitórias de vídeo do ano da MTV e de melhor vídeo de uma artista feminina.
Nos anos seguintes, a cantora e compositora se envolveu em polêmicas, uma vez que rasgou uma foto do papa no Saturday Night Live e usou as redes sociais para expor problemas pessoais e explosões.
Nos últimos anos, O’Connor se abriu sobre sua luta contra o vício e a saúde mental, e detalhou sua experiência em seu livro de memórias de 2021, chamado “Rememberings”.
A cantora deixa três filhos. Seu filho Shane, de 17 anos, morreu em 2022.
Origem
Nascida em Dublin em 1966, O’Connor sempre falou sobre sua infância difícil como a terceira de quatro filhos. Sua mãe, segundo ela, era abusiva.
“Ela costumava ir a casas que estavam à venda apenas para poder roubá-las”, disse O’Connor ao The Independent, em uma entrevista de 2013. “Acho que foi engraçado, de certa forma, sem ser engraçado. Sabe, ela ia a hospitais e arrancava os crucifixos da parede”.
O’Connor disse que sua mãe, que morreu em um acidente de carro quando a cantora tinha 19 anos, “não pôde evitar, que Deus a tenha” e que ela começou a roubar como forma de apaziguá-la.
“Foi uma doença”, disse. “E então isso fazia parte do que acontecia em casa: eu roubava para acalmá-la”.
Mandada para um reformatório quando adolescente depois de ser pega furtando uma loja, O’Connor procurou consolo na música, e foi descoberta aos 15 anos pelo baterista da banda In Tua Nua, enquanto cantava em um casamento.
Ela acabou deixando o internato aos 16 anos e lutou para se sustentar enquanto cantava, antes de se mudar para Londres, onde trabalhou com o guitarrista do U2, The Edge, na trilha sonora do filme de 1986 “The Captive”.

Quando lançou seu segundo álbum, O’Connor era mãe, tendo dado à luz ao filho Jake, do primeiro marido, o músico John Reynolds. Ela teria três outros filhos: Roisine, de seu segundo casamento com o jornalista Nick Sommerlad; Shane, de um relacionamento com o músico Donal Lunny; e Yeshua de um relacionamento com o empresário Frank Bonadio.
No entanto, suas controvérsias ofuscaram sua carreira e sua vida pessoal.
Controvérsias
Em 1990, ela boicotou a aparição no Saturday Night Live em protesto contra os planos de ter Andrew Dice Clay como apresentador. Ela reclamou que o humor dele era misógino e homofóbico.
Naquele mesmo ano, o cantor Frank Sinatra disse durante um show que gostaria de “chutá-la” por causa da política declarada de O’Connor de não permitir que o hino nacional fosse tocado em seus shows.
Em 1992, O’Connor ganhou as manchetes em todo o mundo depois de uma polêmica apresentação no Saturday Night Live, na qual rasgou uma foto do Papa João Paulo II enquanto dizia “Lute contra o verdadeiro inimigo”. O incidente foi satirizado e acabou prejudicando a carreira de O’Connor.
Sinéad continuou a fazer música, mas nunca alcançou o sucesso comercial ou de crítica de seu trabalho anterior. Em vez disso, ela ganhou as manchetes em 1999 depois de ser ordenada como sacerdotisa na igreja latina tridentina.
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Matthew Perry, o Chandler Bing de "Friends", morreu aos 54 anos, em 28 de outubro • Reprodução/Instagram Friends
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A atriz Léa Garcia morreu em 15 de agosto aos 90 anos. • Reprodução
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A atriz Aracy Balabanian morreu em 7 de agosto aos 83 anos • FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
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A cantora irlandesa Sinead O'Connor morreu em 26 de julho, aos 56 anos • Reprodução/Instagram
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Lendário cantor Tony Bennett morreu em 21 de julho, aos 96 anos • Photo by Noam Galai/Getty Images for Shorefire
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Palhinha, ex-atacante que foi ídolo de Cruzeiro, Atlético Mineiro e Corinthians, morreu aos 73 anos em 17 de julho • Corinthians/Divulgação
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Pianista, cantor e compositor brasileiro João Donato morreu aos 88 anos, em 17 de julho • WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
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A cantora, atriz e modelo britânica Jane Birkin, morreu aos 76 anos em 16 de julho • Steve Wood/Evening Standard/Getty Images
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O escritor checo Milan Kundera, autor de "A Insustentável Leveza do Ser", morreu em 11 de julho, aos 94 anos • Louis MONIER/Gamma-Rapho via Getty Images)
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Diretor, roteirista, ator e dramaturgo Zé Celso, faleceu em 6 de julho, aos 86 anos • ALLAN CALISTO/SEM DATA DEFINIDA/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence morreu em 2 de julho, aos 85 anos • Fernando Frazão/Agência Brasil
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Comentarista esportivo Paulo Roberto Martins, morreu aos 78 anos em 19 de junho • Reprodução/TV Bandeirantes
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Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morreu em 15 de junho, aos 64 anos • Daniel Gonçalves/RPM
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Político e ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, morreu aos 86 anos, em 12 de junho • REUTERS/Guglielmo Mangiapane
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Hélio Turco, presidente de honra e maior compositor de sambas da Mangueira, morreu em 8 de junho, aos 87 anos • Reprodução/Instagram
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Tina Turner, cantora apelidada de "Rainha do Rock", morreu aos 83 anos, em 24 de maio • Paul Natkin/Getty Images
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Ator Ray Stevenson, que atuou no Universo Cinematográfico da Marvel, morreu em 21 de maio, aos 58 anos • Todd Williamson/Getty Images
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Andy Rourke, ex-baixista do The Smiths, morreu em 19 de maio, aos 59 anos • Yui Mok - PA Images/PA Images via Getty Images
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Jim Brown, lendário running back da NFL, morreu aos 87 anos, em 18 de maio • 11/10/2018REUTERS/Joshua Roberts
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Cantora Rita Lee, cantora e compositora brasileira conhecida como "Rainha do Rock Brasileiro", morreu aos 75 anos, em 8 de maio • Arquivo/Photocamera/AE
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A apresentadora de TV e cozinheira Palmirinha Onofre faleceu aos 91 anos, em 7 de maio • Reprodução/Instagram
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O músico, compositor, produtor e ator japonês Ryuichi Sakamoto morreu aos 71 anos, em 28 de março • Reprodução/Instagram
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Ex-jogador do New York Knicks, da NBA, Willis Reed, faleceu em 21 de março, aos 80 anos • Photo by David Sherman/NBAE via Getty Images
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O ator Lance Reddick morreu aos 60 anos, em 17 de março • 15/05/2019REUTERS/Mario Anzuoni
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O baterista Jim Gordon morreu em 13 de março, aos 77 anos • Photo by Sherry Rayn Barnett/Michael Ochs Archives/Getty Images
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Ex-ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha morreu aos 77 anos, em 13 de março • Andre Dusek/ Agência Estado
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Canisso, ex-baixista do Raimundos, morreu aos 57 anos, em 13 de março • Pablo Vaz
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O cartunista Paulo Caruso morreu em 4 de março, aos 73 anos • Instagram
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O atacante francês Just Fontaine, artilheiro da Copa de 1958 com 13 gols em 6 jogos, morreu aos 89 anos, em 1º de março • DB/picture Alliance via Getty Images
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Atriz Stella Stevens morreu aos 84 anos, em 17 de fevereiro • Maurice Kaye/Mirrorpix/Getty Images
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A atriz e modelo norte-americana Raquel Welch faleceu aos 82 anos, em 15 de fevereiro • 26/05/2010REUTERS/Mario Anzuoni/File Photo
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A jornalista e apresentadora de TV Glória Maria morreu aos 73 anos, em 2 de fevereiro • Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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O cantor, guitarrista e compositor David Crosby morreu aos 81 anos, em 18 de janeiro • REUTERS/Mike Blake
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A cantora e compositora Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, faleceu em 12 de janeiro, aos 54 anos • Twitter/Lisa Marie Presley
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O guitarrista britânico Jeff Beck morreu aos 78 anos, em 10 de janeiro • Reprodução/Twitter
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O ex-atacante Roberto Dinamite, ídolo do Vasco da Gama, morreu aos 68 anos, em 8 de janeiro • Reprodução instagram
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Gianluca Vialli, ex-atacante que defendeu Juventus e Chelsea, morreu aos 58 anos, em 6 de janeiro • 14/11/2021 Action Images via Reuters/Jason Cairnduff
O’Connor também adotou uma abordagem semelhante em relação à sua sexualidade, se anunciando lésbica em 2000. Alguns anos depois, a cantora disse à Entertainment Weekly que “sou três quartos heterossexual e um quarto gay”.
Em 2011, O’Connor se casou com Barry Herridge, que conheceu na Internet. O casal se separou 18 dias depois, antes de se reunir.
Lutas pessoais
Em 2012, ela usou o Twitter para enviar um pedido de ajuda: “Alguém conhece um psiquiatra em Dublin ou Wicklow que possa me ver com urgência hoje, por favor?”, escreveu ela. “Estou muito mal e em perigo.”
O’Connor escreveu uma carta aberta a Miley Cyrus na qual ela exortava a jovem de 20 anos a não se permitir “ser cafetinada” pela indústria da música.
Em um tweet, Cyrus comparou O’Connor à estrela problemática Amanda Bynes, e ela incluiu um feed do Twitter de O’Connor do passado, quando escreveu sobre lutar e buscar ajuda para problemas de saúde mental. O’Connor respondeu com uma ameaça de ação legal.
Em 2015 e 2016, as autoridades foram solicitadas a encontrá-la. A primeira devido a um post no Facebook sobre uma overdose em um hotel irlandês, e a segunda depois que ela foi dada como desaparecida após não retornar de um passeio de bicicleta em um subúrbio de Chicago. Em ambos os casos, ela foi encontrada com segurança.
O político irlandês Leo Varadkar prestou uma homenagem a Sinéad O’Connor após a informação do falecimento.
“Sinto muito pela morte de Sinéad O’Connor. Sua música era amada em todo o mundo e seu talento era inigualável e incomparável. Condolências à sua família, seus amigos e todos que amavam sua música”, informou.