Beatles nunca falsificariam vocais de John Lennon com inteligência artificial, diz Ringo Starr
De acordo com o baterista, tecnologia foi usada apenas para "limpar" trechos que já haviam sido gravados


Ringo Starr está dobrando a aposta sobre a autenticidade dos vocais na tão esperada nova música dos Beatles, revelada recentemente pelo ex-colega de banda Paul McCartney.
Starr falou com a revista Rolling Stone, para um podcast que será lançado, e afirmou que eles “nunca” falsificariam os vocais do falecido John Lennon para a nova faixa e que, na verdade, usariam inteligência artificial para “limpar” trechos gravados anteriormente. A música também contará com a voz de George Harrison, confirmou Starr.
“Foi lindo”, disse ele. “É a última faixa que você ouvirá com os quatro rapazes. E isso é um fato.”
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Documentário "Get Back" apresenta imagens inéditas dos Beatles, gravadas em 1969 durante o processo de composição de 14 canções em um estúdio de Londres. Diretor editou 57 horas de gravações íntimas da banda nunca vistas antes. • Disney+ / Cortesia de Apple Corps Ltd.
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Durante as sessões gravadas, os Beatles compuseram muitas das músicas que seriam lançadas nos álbuns "Abbey Road" e "Let It Be". • Disney+ / Cortesia de Apple Corps Ltd.
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O auge do documentário é a apresentação da banda no terraço da Apple Corps, em Londres. Foi o último show dos Beatles antes da separação. • Disney+ / Cortesia de Apple Corps Ltd.
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George Harrison durante processo de composição de "I've Got A Feeling". Documentário também mostra o guitarrista escolhendo as palavras que formariam a canção "Something". • Disney+ / Cortesia de Apple Corps Ltd.
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"Get Back" traz um retrato da amizade entre John Lennon e Paul McCartney em um momento que precisavam escrever 14 canções com um prazo curtíssimo. • Disney+ / Cortesia de Apple Corps Ltd.
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O pôster do documentário "Get Back", que estreia nesta quinta-feira (25). • Disney+ / Divulgação
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McCartney também tentou esclarecer, no mês passado, como a inteligência artificial está sendo usada para aquela que ele afirmou ser a música “final” dos Beatles.
“Vimos alguma confusão e especulação sobre isso”, escreveu ele em uma nota postada em seu Instagram na época. “Parece haver um monte de adivinhações por aí.”
“Não posso dizer muito nesta fase, mas, para ser claro, nada foi criado artificialmente ou sinteticamente. É tudo real, e todos nós tocamos”, acrescentou. “’Limpamos’ algumas gravações existentes – um processo que durou anos.”
Em uma entrevista em 13 de junho para o programa “Today” da BBC Radio 4, o lendário músico de 81 anos disse que a tecnologia de IA estava sendo usada para lançar uma “nova” faixa com todos os quatro Beatles, incluindo Lennon e Harrison, que morreram em 1980 e 2001, respectivamente.
“Quando viemos fazer aquela que será a última gravação dos Beatles… era uma demo que John tinha e na qual trabalhamos e acabamos de finalizá-la, será lançada este ano. Pudemos pegar a voz de John e obtê-la puro por meio da inteligência artificial”, disse McCartney. “Então, pudemos mixar o disco, como faríamos normalmente.”
Starr, enquanto isso, está prestes a comemorar seu 83º aniversário, que cai em 7 de julho. O ícone da música, que acabou de terminar uma turnê com sua All-Starr Band, disse à Rolling Stone que está se sentindo ótimo.
“Você nunca sabe quando vai cair, esse é o problema”, acrescentou. “E eu não estou caindo ainda.”
Colaborou Lisa Respers France, da CNN