Além de “Anora”: filmes sobre trabalhadores sexuais que já levaram o Oscar
Ao longo dos anos, inúmeros filmes que destacam a comunidade conquistaram o prêmio
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"Anora" foi o grande vencedor do Oscar 2025; além do prêmio de Melhor Filme, a produção conquistou outras quatro estatuetas • Myung J. Chun / Los Angeles Times via Getty Images
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“Ainda Estou Aqui” ganha como Melhor Filme Internacional no Oscar 2025 • Kevin Winter/Getty Images
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Mikey Madison vence o Oscar de Melhor Atriz por "Anora" • Kevin Winter/Getty Images
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Adrien Brody venceu o Oscar de Melhor Ator por “O Brutalista” • Kevin Winter/Getty Images
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Sean Baker, de "Anora", ganhou quatro estatuetas: Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Montagem • Jeff Kravitz/FilmMagic
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Kieran Culkin ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por "A Verdadeira Dor" • Myung J. Chun / Los Angeles Times via Getty Images
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Zoe Saldaña venceu Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "Emilia Pérez" • Kevin Winter/Getty Images
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"Flow", da Letônia, venceu o Oscar de Melhor Animação • Divulgação
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"Conclave" venceu na categoria Melhor Roteiro Adaptado • Divulgação
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Paul Tazewell, de "Wicked", venceu o Oscar de Melhor Figurino no Oscar • Kevin Winter/Getty Images
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"A Substância" venceu na categoria Melhor Cabelo e Maquiagem • Reprodução/Instagram
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“El Mal”, de “Emilia Pérez”, venceu na categoria Melhor Canção Original • Divulgação
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"Duna: Parte 2" venceu na categoria "Melhor Som" • Divulgação/Warner Bros.
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"Duna: Parte 2" venceu na categoria Melhores Efeitos Visuais • Reprodução/Warner Bros.
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"O Brutalista" venceu na categoria Melhor Fotografia • Lol Crawley/A24
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"O Brutalista" venceu na categoria Melhor Trilha Sonora Original • Lol Crawley/A24
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“I’m Not a Robot” venceu na categoria Melhor Curta-Metragem em Live-Action • Dvulgação
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"In the Shadow of the Cypress" venceu na categoria Melhor Animação em Curta-Metragem
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“The Only Girl in the Orchestra” venceu na categoria Melhor Documentário de Curta-Metragem • Divulgação
Grande vencedor do Oscar 2025, “Anora” conquistou cinco categorias durante a 97ª edição da cerimônia, entre elas, a de Melhor Filme e de Melhor Atriz. O filme gerou inúmeras discussões sobre o seu tema, mas poucos se lembram que os trabalhadores do sexo são representados na premiação desde a sua 1ª edição.
Por sua performance no filme de Sean Baker, Mikey Madison levou sua primeira estatueta para casa aos 25 anos, e dedicou o prêmio para todos os trabalhadores que inspiraram o filme. “Eu quero homenagear a comunidade de trabalhadores sexuais. Sempre vou apoiá-los e sempre serei uma aliada”, disse durante seu discurso.
Em “Anora”, Madison interpreta uma jovem stripper que se casa com o filho de um oligarca russo, e sonha em mudar sua vida para sempre. Ao longo da história de Hollywood, inúmeros filmes sobre essa comunidade não só se destacaram entre o público, mas também, figuraram como grandes vencedores do Oscar.
Relembre:
“O Anjo das Ruas” (1928)
“O Anjo das Ruas” esteve presente na primeira cerimônia do Oscar, e concedeu a primeira estatueta de Melhor Atriz da história para Janet Gaynor. No filme, a atriz interpreta uma jovem que entra para o mundo da prostituição para pagar os remédios de sua mãe doente. Porém, ao ser flagrada roubando, é condenada a prisão, e precisará fugir se quiser continuar livre.

“Pobres Criaturas” (2024)
Um dos destaques do Oscar 2024, “Pobres Criaturas” não só conquistou o prêmio de Melhor Atriz, para Emma Stone, como também as categorias de Melhor Direção de Arte, Maquiagem e Cabelo e também Figurino. No filme, que é baseado na obra de mesmo nome de Alasdair Gray, Bella Baxter (Stone) é uma mulher trazida de volta à vida após seu cérebro ser substituído pelo do filho que não nasceu. Ao desenvolver, a jovem descobre o sexo e a liberdade, e acaba trabalhando como prostituta para se autodescobrir e conquistar sua libertação.

“Perdidos na Noite” (1969)
Vencedor das categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado no Oscar de 1970, “Perdidos na Noite” acompanha a amizade inusitada de Joe Buck (Jon Voight), um jovem texano que vira garoto de programa para se manter em Nova York; e Ratso (Dutin Hoffman), um homem que sobrevive de pequenos golpes e furtos.

“Noites de Cabíria” (1957)
Ingênua e otimista, Cabíria (Giulietta Masina) é uma prostituta que sonha em conhecer seu verdadeiro amor mas, por enquanto, só sofreu desilusões amorosas. O filme acompanha a jornada da mulher para conseguir uma vida melhor, e mudar os rumos de sua vida. Com “Noites de Cabíria”, Federico Fellini conquistou seu segundo Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional (na época, conhecido como Melhor Filme Estrangeiro).

“Klute – O Passado Condena” (1971)
Foi graças a “Klute – O Passado Condena” que Jane Fonda venceu o seu primeiro Oscar de Melhor Atriz. Dirigido por Alan J. Pakula, um policial vai a Nova York procurar um amigo desaparecido. No meio das investigações, ele conhece uma prostituta que teve contato com o homem que ele procura e os dois acabam se apaixonando.

“A Um Passo da Eternidade” (1953)
Donna Reed viveu a prostituta Alma em “A Um Passo da Eternidade”, filme que contava com os astros Burt Lancaster, Montgomery Clift e Frank Sinatra como oficiais do exército americano antes do ataque a Pearl Harbor. Por causa do Código Hays – conjunto de regras que controlava o que era exibido no cinema –, sua personagem não era explicitamente uma trabalhadora sexual. O filme foi premiado com oito estatuetas, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante para Reed, entre outros.
