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    Unifesp aprova cotas para pessoas trans e travestis: entenda mais

    Com a medida, a Unifesp se tornou a 10ª universidade federal brasileira a implementar cotas para a população trans

    Tamiris Gomescolaboração para a CNN

    A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aprovou a reserva de vagas para pessoas trans e travestis nos cursos de graduação e programas de pós-graduação. A medida será aplicada nos vestibulares dos próximos anos.  

    De acordo com a resolução aprovada, 2% das vagas oferecidas no processo seletivo de cada curso e turno serão reservadas para pessoas trans (transgêneros, transexuais e travestis). 

    Para a reserva de vagas da pós-graduação, 30% das vagas serão destinadas a ações afirmativas, sendo fracionadas em 50% das vagas para pessoas negras e quilombolas e os outros 50% para pessoas indígenas, pessoas com deficiência e pessoas trans. 

    Segundo a Unifesp, as pessoas candidatas às vagas reservadas para estudantes trans deverão passar por procedimento de validação de sua autodeclaração por meio da análise de bancas de heteroidentificação. 

    Com a medida, divulgada na última quarta-feira (11), a Unifesp se tornou a 10ª universidade federal a implementar cotas para a população trans. 

    O Brasil é o país que mais mata pessoas trans do mundo. A criação da reserva de vagas para pessoas trans amplia o acesso deste grupo à universidade pública, o que representa um grande passo para a inclusão deste grupo historicamente marginalizado da sociedade, viabilizando sua ascensão socioeconômica e profissional”, disse Marina Dias, diretora de Políticas Afirmativas da Unifesp, em comunicado.  

    Cotas para pessoas trans em universidades públicas  

    Em 2018, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) foi pioneira no Brasil a reservar vagas a pessoas trans, segundo a Agência Brasil. 

    No ano seguinte, em 2019, a UFABC (Universidade Federal do ABC) foi a primeira universidade pública do estado de São Paulo a aderir às cotas para pessoas trans por meio do SiSU (Sistema de Seleção Unificada). No mesmo ano, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) também adotou cotas para a comunidade trans.  

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