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    Setor de construção volta a reduzir estimativa de crescimento no ano, para 1,5%, diz Cbic

    Setor expandiu 6,9% em 2022; expectativa de 2023 caiu para 2,5% em dezembro e, posteriormente, para 2% em abril

    "Crescimento de 1,5% é baixo para que construção retome pico de 2013", afirma entidade.
    "Crescimento de 1,5% é baixo para que construção retome pico de 2013", afirma entidade. Reuters/Alberto Alerigi Jr.

    por Alberto Alerigi Jr., da Reuters

    Construtoras reduziram pela segunda vez neste ano sua previsão de crescimento em 2023, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), citando fatores que incluem cenário de juros altos e redução de lançamentos imobiliários.

    A entidade havia previsto em dezembro crescimento de 2,5% para o setor este ano, o que já marcaria uma desaceleração sobre a expansão de 6,9% de 2022 e a alta de 10% de 2021.

    O dado foi revisto em abril para avanço de 2% do setor em 2023 e mais uma vez cortado, nesta segunda, para crescimento de 1,5%.

    “Taxa de juros elevada é o principal desafio para a construção sustentar o seu ciclo de crescimento”, afirmou a Cbic em apresentação a jornalistas.

    “Crescimento de 1,5% é muito baixo para que a construção consiga retomar o pico de suas atividades alcançado em 2013”, acrescentou a entidade.

    Apesar da redução da projeção de crescimento, o índice de expectativas dos empresários do setor seguiu apresentando crescimento, chegando a 55 pontos em julho, acima dos 54,3 de junho, mas abaixo dos 57,5 de um ano antes, segundo a Cbic, que citou dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O indicador está acima da linha divisória que separa crescimento de redução desde fevereiro deste ano.

    Parte do otimismo do empresariado decorre de mudanças nas regras de crédito aos consumidores, afirma a Cbic, que citou a elevação em julho de 42% no orçamento do FGTS para financiamento habitacional, passando de R$ 68,1 bilhões para R$ 96,9 bilhões.

    Os recursos adicionais serão usados para reforço do programa “Minha Casa, Minha Vida” e para a linha de crédito habitacional Pró-Cotista, disse a entidade.

    “Isso é muito importante para o mercado, proporciona confiança para os lançamentos sinalizando que não vai faltar recurso”, afirmou a Cbic.

    O setor ainda aguarda que o governo federal anuncie um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto para agosto, além da expectativa pela redução da Selic.

    Veja também: Conselho reduz juros e corrige valor de imóveis do Minha Casa, Minha Vida