De olho em descarbonização, setor vê com bons olhos carros chineses no Brasil, diz Anfavea
Em entrevista à CNN, Leite diz que um dos motivos do otimismo é a possibilidade de ampliação de oferta de veículos sem emissão de carbono, com custo menor


A chegada de fabricantes estrangeiros no Brasil, em especial os chineses, é vista com otimismo pelo setor automotivo, segundo o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite.
Em entrevista à CNN, Leite diz que um dos motivos do otimismo é a possibilidade de ampliação de oferta de veículos sem emissão de carbono, com custo menor.
A expectativa da associação, depois de um ano em que as vendas de veículos novos tiveram alta de 9,7%, é de um crescimento nas vendas em 2024 de 6,1%, com 2,45 milhões de unidades. Na produção, a expectativa é de alta de 6,2%, com 2,47 milhões de unidades e, nas exportações, 0,7%, com 407 mil unidades).
Segundo Leite, além da expectativa de crescimento do mercado interno e da produção, o Programa Mover também deve favorecer o setor.
“Trata-se uma política industrial muito moderna e inteligente, que garante previsibilidade a toda a cadeia automotiva presente no país e a novas empresas que chegarem, e ainda privilegia as novas tecnologias de descarbonização, os investimentos em P&D e favorece a neoindustrialização”, explicou.
Retorno do salão do automóvel
O executivo também disse à CNN que está previsto para o segundo semestre do ano o retorno do Salão do Automóvel. O tradicional evento teve a primeira edição em 1960 e a última foi em 2018. As edições seguintes foram canceladas. Em 2020 por conta da pandemia de COVID-19 e em 2022 por queixas de “custos elevados” por parte dos expositores.
A data do evento esse ano ainda não foi anunciada, mas o salão ressurge com novidades. O foco deve ser a tecnologia, com destaque para os produtos das montadoras. Segundo o presidente da Anfavea, o desejo é criar um modelo totalmente brasileiro e diferente de tudo que conhecemos.