Reabrir academias será decisão de empresários, diz presidente da Acad
Segundo o ex-nadador Gustavo Borges, que comanda a Associação Brasileira das Academias, decreto de Bolsonaro dá "garantia jurídica" para reabertura
O ex-nadador e medalhista olímpico Gustavo Borges, hoje presidente da Associação Brasileira das Academias (Acad), disse nesta terça-feira (12) à CNN que a entidade não decidirá a reabertura dos estabelecimentos, mas sim os empresários em seus municípios.
Ele afirmou também que a Acad se sente “lisonjeada” por ter sido incluída na lista de serviços essenciais pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que tem “muita responsabilidade em relação à toda a problemática”, e que “sabe da grave crise que passamos”.
“É lógico que o decreto facilita essa decisão, porque dá uma garantia jurídica de que você pode abrir ou não. Mas, no fim, é o empresário, junto com seus clientes e colaboradores, [que decidem], tendo o mínimo de garantia para que isso aconteça de forma organizada e com respeito à vida das pessoas”, disse.
O ex-nadador disse ainda que tem acompanhado nas últimas semanas, em regiões como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a reabertura de algumas academias. Pensando nisso, a entidade criou uma cartilha para orientar sobre o funcionamento das academias em meio à pandemia. Segundo ele, a decisão “foi bem assertiva”.
“A nossa principal preocupação é pelo cuidado com os colaboradores, professores e pessoas que circulam ali”, afirmou.
Após a decisão de Bolsonaro de incluir academias, salões de beleza e barbearias na lista de atividades essenciais, governadores reagiram e disseram que vão seguir seus próprios decretos.