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    Pobreza na Itália aumenta e atinge novo recorde em uma década, mesmo com recuperação econômica

    São 5,75 milhões de pessoas vivendo em "pobreza absoluta"

    Faixa com frase "Pobres primeiro", pendurada em portão do pórtico da Basílica dos Santos Apóstolos, em Roma, Itália
    Faixa com frase "Pobres primeiro", pendurada em portão do pórtico da Basílica dos Santos Apóstolos, em Roma, Itália 29/01/2018 - REUTERS/Tony Gentile

    Reuters

    O número de pessoas que vivem na pobreza na Itália aumentou em 2023, atingindo o nível mais alto em cerca de uma década, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, apesar da recuperação econômica desde que as restrições relacionadas à Covid-19 foram reduzidas.

    As pessoas que vivem em “pobreza absoluta” — que não conseguem comprar bens e serviços essenciais — aumentaram para 5,75 milhões, ou 9,8% da população, informou o Instituto Nacional de Estatísticas (ISTAT).

    Esse número representa um aumento marginal em relação aos 9,7% registrados em 2022 e é o mais alto desde o início da série atual de dados, em 2014.

    A economia da Itália se recuperou mais fortemente de uma recessão induzida pela Covid-19 em 2020 e 2021 do que seus vizinhos, como Alemanha e França, com um aumento no emprego.

    Mas o relatório do ISTAT mostrou que a recuperação fez pouco para ajudar os mais pobres.

    O ISTAT define a pobreza absoluta como a condição daqueles que não podem comprar bens e serviços necessários para “um padrão de vida aceitável” que garanta que eles não fiquem confinados às margens da sociedade.

    No ano passado, o governo de direita de Giorgia Meloni começou a eliminar gradualmente um subsídio de alívio da pobreza, de “renda do cidadão”, introduzido em 2019, ignorando os avisos de alguns economistas e do Banco da Itália sobre o impacto sobre os pobres.

    O subsídio, que segundo o ISTAT ajudou cerca de um milhão de famílias a sair da pobreza em 2019, foi totalmente eliminado desde o início deste ano e substituído por um subsídio limitado destinado, em grande parte, às pessoas fisicamente incapazes de trabalhar.